"Chateado" e "decepcionado", ex-goleiro ficou sabendo ainda na madrugada, pelo rádio, que o amigo o apontou como o mandante do crime.

O novo advogado de Bruno, Lúcio Adolfo, comentou nesta quinta-feira o depoimento dado por Macarrão no julgamento sobre o desaparecimento da modelo Eliza Samudio. Ao chegar ao Fórum de Contagem, em Minas Gerais, para o quarto dia de audiência, Adolfo tratou de questionar a veracidade das declarações.

Lúcio Adolfo conversa com Tiago Lenoir, que deixou defesa de Bruno
Eugenio Moraes/Hoje em Dia/Futura Press
Lúcio Adolfo conversa com Tiago Lenoir, que deixou defesa de Bruno

"Até onde vão acreditar nas palavras do Macarrão?", questionou Lúcio Adolfo.

Em depoimento realizado na noite de quarta-feira, Luiz Henrique Ferreira Romão relatou a sua participação no desaparecimento da modelo, dizendo que pressentia que "levava Eliza para morrer". Ele contou, ainda, que Bruno pediu que ele a entregasse para outras pessoas.

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O advogado de Bruno também afirmou que o depoimento de Macarrão passa a ser o primeiro indício contra o seu cliente, que será julgado apenas em março de 2013. "A primeira evidência é que (a acusação) não tinha nada contra o Bruno e agora está em busca de alguma coisa", disse.

Bruno ficou sabendo ainda nesta madrugada o conteúdo do depoimento de Macarrão. Ele acompanhou pelo rádio em sua cela no Complexo Penitenciário Nelson Hungria. "Bruno ficou chateado, decepcionado em função da grande amizade que ele teve e continua tendo com Macarrão", afirmou Tiago Lenoir, que integrou por um dia a equipe de defesa de Bruno, mas esteve nesta manhã no presídio para falar com o ex-goleiro. "Esta decepcção é mais de caráter sentimental."


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