Evitando férias e carnaval, juíza deixa júri de Bruno para março de 2013

Ex-goleiro será julgado ao lado da ex-mulher Dayanne Rodrigues e do ex-policial Marcos Aparecido, o Bola

Carolina Garcia - enviada a Contagem (MG) |

A juíza Marixa Fabiane Lopes voltou a surpreender o plenário nesta quarta-feira, durante o terceiro dia de julgamento do Caso Bruno. Após um terceiro desmembramento do processo , este último que retirou Bruno Fernandes do júri, será formado um novo Tribunal de Júri Popular.

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Mais cedo, o novo julgamento havia sido marcado para o dia 21 de janeiro. No entanto, segundo a juíza, ao considerar a dificuldade de convocar jurados nos meses de férias escolares e carnaval, a próxima sessão está marcada para o dia 4 de março de 2013.

Com a formação de um novo Corpo de Sentença, o ex-goleiro volta ao banco dos réus ao lado de sua ex-mulher Dayanne Rodrigues e do ex-policial Marcos Aparecido, o Bola. Há possibilidade ainda de que os outros réus, Elenílson Vitor Souza e Wemerson Marques, funcionários de Bruno que aguardam julgamento em liberdade, sejam julgados na mesma ocasião.

Oitivas de testemunhas

Oficialmente, o terceiro dia de audiências começou às 11h30 com a convocação da mãe da vítima Sônia Fátima de Moura. Ela foi arrolada pela defesa de Macarrão.

No início do dia, a nova manobra dos defensores de Bruno e a substituição de testemunhas, que foram flagradas usando celulares em hotel, causaram atrasos de 2h30 no julgamento. Após pedidos das defesas de Fernanda Gomes e Macarrão os envolvidos no flagrante foram dispensados e terão os depoimentos substituídos por outras oitivas.

No caso de Fernanda, duas de suas testemunhas tiveram celulares apreendidos. A advogada Carla Silene então pediu à juíza que a permitisse exibir a íntegra dos depoimentos de José Roberto e Gilga, colhidos durante a fase de instrução do processo. O pedido foi deferido.

Já Leonardo Magalhães, defensor de Macarrão, acabou dispensando três testemunhas: as delegadas Alessandra Escobar Wilke e Cristina Coelli e Elenílson Vitor, co-réu que foi visto com o celular. Ele seria ouvido como um informante. Para substituir, a defesa pediu a exibição do depoimento de Vitor Rosa, pai do então menor Jorge Lira, que teria presenciado o assassinato de Eliza. Como o vídeo não consta nos autos do processo, o pedido foi indeferido pela juíza.

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