Primo do goleiro Bruno é assassinado em Belo Horizonte

Sérgio Rosa Sales era um dos réus no processo que apura o desaparecimento e morte de Eliza Samudio

iG São Paulo | - Atualizada às

AE/Arquivo
Sérgio Rosa Sales em interrogatório no Fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte

Primo do goleiro Bruno, Sérgio Rosa Sales foi morto a tiros na manhã desta quarta-feira no Bairro Minaslândia, em Belo Horizonte. Segundo informações da Polícia Militar, ele foi baleado na Rua Aracitaba. Sales era um dos réus no processo que apura o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno. A polícia trabalha com a hipótese de execução e diz ser prematuro fazer ligação com o caso envolvendo o ex-goleiro do Flamengo.

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De acordo com a PM, Sales foi atingido por cinco tiros. Ele foi seguido por dois homens que estavam em uma moto. Testemunhas contaram aos integrantes do 13º Batalhão da PM que o rapaz ainda tentou escapar, mas foi seguido e morto no quintal de uma residência.

Uma equipe da Divisão de Crimes Contra a Vida (DCCV) do Departamento de Investigações de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP), que também investigou o desaparecimento de Eliza, foi enviada ao local para iniciar as investigações.

Acusado de homicídio

Segundo o processo, Sérgio vigiou Eliza quando ela chegou ao sítio do atleta em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Ele também teria obrigado a jovem a ligar para uma amiga de São Paulo e dizer que estava tudo bem, caso contrário, morreria.  Ele iria a júri popular por sequestro e cárcere privado (pena de um a três), homicídio qualificado (pena de 12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (pena de um a três anos).

Os desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais concederam, por três votos a zero, liberdade a Sales em agosto do ano passado. Ele estava detido na penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte.

Depois de solto, Sales se apresentava à Justiça sempre que solicitado, só podia sair de Belo Horizonte com autorização judicial. Também ficava em recolhimento domiciliar: não podia sair à noite nem aos finais de semana. Ele estava preso havia um ano e um mês.

“Ele não demonstra capacidade de coagir testemunhas e não tem capacidade financeira para isso. Revogo a prisão preventiva e determino medidas cautelares”, disse o relador, o desembargador Doorgal Andrada, ao dar a sentença de liberdade na época. “Rendo-me aos argumentos do relator. Acusado primário, ele não tem poder aquisitivo para influenciar testemunhas ou perturbar o processo. E também contribuiu para apuração dos fatos”, completou o desembargador Delmival de Almeida Campos.

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