Candidato do PSDB criticou "indústria da multa" na cidade e explicou nesta quinta-feira plano de parcerias com a iniciativa privada para diversas áreas

Candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria concedeu entrevista à TViG na tarde desta quinta-feira (22)
Reprodução
Candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria concedeu entrevista à TViG na tarde desta quinta-feira (22)

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, explicou suas propostas e avaliou os desafios da capital paulista em entrevista à TViG na tarde desta quinta-feira (22). O tucano foi o terceiro a participar da série de entrevistas realizadas pelo iG, sucedendo o atual prefeito, Fernando Haddad  (PT), e Celso Russomanno  (PRB).

Sempre ressaltando suas qualidades como "gestor", João Doria criticou a "indústria da multa" iniciada na atual gestão de Haddad e explicou suas propostas de firmar parcerias público-privadas (PPPs) para a construção de moradias populares e creches.

Disputando sua primeira eleição, o empresário também não deixou de atacar os governos de Lula e de Dilma Rousseff ao responder à pergunta de um taxista que reclamava da falta de clientes decorrente da liberação do aplicativo Uber na cidade. "A diminuição do número de clientes para os taxistas não é culpa exclusivamente dos aplicativos. É da economia. E quem produziou essa crise foi o governo do PT, do Lula e da Dilma", atacou o tucano.

LEIA TAMBÉM:  João Doria assume a liderança na corrida eleitoral em SP, aponta Datafolha

Veja os principais trechos da entrevista:

Educação

João Doria defendeu a modernização do ensino com novas tecnologias, como tablets e Wi-Fi nas escolas, além de propor a ampliação dos CEUs (Centros Educacionais Unificados) e o ensino em tempo integral no ensino municipal da cidade. "As crianças não querem mais lousa de pedra e giz. Também precisamos da requalificação contínua dos professores", disse.

Doria também falou sobre parcerias com organizações sociais para a ampliação das creches na cidade e reduzir as filas de espera por vagas, propondo a criação de creches em terminais de ônibus e shoppings.

"Essas crianças [sem vagas] serão perdedoras. Você melhora as performances e os resultados com as parcerias com organizações sociais. Queremos creches nos terminais de ônibus e em shopping centers, em todas as regiões. Eles têm interesse nisso", afirmou o candidato, que propôs ainda a criação de agências reguladoras para fiscalizar as parcerias nas áreas da Educação e da Saúde na cidade.

Uber

Ao falar sobre a polêmica envolvendo taxistas e motoristas que prestam serviço pelo aplicativo Uber, Doria defendeu a regulamentação – já realizada – do serviço de transporte individual na cidade. "Tem cliente para tudo, é perfeitamente possível a convivência entre uberistas e taxistas. Só é preciso a regulação. Não pode ter um número sem controle de motoristas do Uber."

Habitação

O candidato do PSDB criticou a dependência da atual gestão de Fernando Haddad em relação ao programa Minha Casa Minha Vida, cujos atrasos dificultaram o avanço na construção de moradias populares em São Paulo. "Ele confiou na Dilma e olha no que deu", ironizou Doria.

"Vamos adotar o modelo do programa Casa Paulista, do governo do Estado, através de PPPs. Principalmente na área central da cidade. Há o interesse das construtoras nisso. É um investimento a longo prazo", completou.

Radares

João Doria foi taxativo ao garantir que, caso eleito prefeito da cidade, a redução da velocidade máxima permitida nas marginais Tietê e Pinheiros será revogada "na semana seguinte; "Vai acabar a multa da indústria em São Paulo. Vamos ter obediência à legislação, mas sem essa obsessão.

Assim como Celso Russomanno fez em sua entrevista à TViG, o empresário também questionou os dados da Prefeitura sobre a redução de acidentes na cidade. "Nas estradas do Estado, houve redução de 12,7% no número de acidentes, e não houve redução da velocidade permitida. Não há ligação entre reduzir a velocidade e reduzir os acidentes."

Moradores de rua

O candidato tucano anunciou propostas para criar mais abrigos e melhorar o atendimento às pessoas em situação de rua na cidade – contingente de cerca de 16 mil pessoas. "Eles [moradores de rua] não querem ir para abrigos porque os abrigos não têm condições. Não tem nem canil nos abrigos. Vamos oferecer a essa população espaços dignos, e também uma qualificação para essas pessoas", afirmou o candidato.

Veja outros temas da entrevista de João Doria ao iG:

Promessas


Considerações finais



    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.