Quadrado Mágico

Conheça o jogo de lógica utilizado em sala de aula que quebra a cabeça de quem tenta desvendá-lo

Marina Morena Costa, iG São Paulo | 22/05/2010 14:07

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Um quadrado perfeito dividido em células iguais e com um único objetivo: fazer com que a soma dos números nas linhas, colunas e diagonais dê o mesmo número. O jogador, no entanto, não pode repetir numerais, usando cada um, uma única vez. A tarefa parece ser difícil, mas em quadrados menores, torna-se uma divertida brincadeira.

O iG elaborou um quadrado mágico virtual para você jogar e testar seu raciocínio lógico. Um jogo que desperta o interesse e desafia os alunos em sala de aula. Experimente:

 

“O quadrado mágico é uma atividade de tentativa e erro. Não é fácil, é desafiador”, afirma Ana Ruth Starepravo, mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná e autora de livros didáticos de matemática. O jogo consiste em explorar as possibilidades e coordenar ao mesmo tempo, a soma das linhas, colunas e diagonais.

Quanto maior o número de células, mais complicada é a resolução do quadrado mágico. “Com crianças pequenas, o professor pode trabalhar o quadrado de 3 por 3. Mostrar a lógica da separação entre números ímpares e pares”, explica Ana Ruth. “Essa é uma forma de trabalhar o raciocínio lógico da criança. Como outros jogos, a graça é descobrir a resolução.”

De origem milenar, provavelmente inventado na China antiga, o quadrado mágico já despertou interesse de artistas e políticos. Benjamin Franklin (1706-1790), um dos fundadores dos Estados Unidos, se interessou pelo enigma e montou um quadrado ainda mais difícil, no qual a soma das diagonais é invertida, calculada em V.

O jogo aparece na gravura Melancolia (1514) do pintor alemão Albrecht Dürer, um dos pioneiros no estudo da perspectiva. O quadro de 4x4 mostra os números 15 e 14 próximos, formando o ano em que a obra foi produzida.

Na sala de aula

O quadrado mágico pode ser usado com os pequenos e também nas aulas das últimas séries do ensino fundamental. Marcos Noé, professor de matemática e colaborador do Brasil Escola, site parceiro do iG, conta já ter usado com alunos do 8º ano, quadrados de 9 por 9. “Alunos mais velhos usam quadrados mais complexos. E gostam do desafio, querem descobrir o resultado, ver quem desvenda primeiro”, afirma.

Noé também utiliza o quadrado mágico em aulas de geometria. Por ser um quadrado perfeito, com todos os lados iguais, o professor pode trabalhar os conceitos de retas, cálculo da área, número de células que preenchem o interior e as diagonais.

Para trabalhar em sala de aula com alunos menores, os professores aconselham montar o quadrado mágico em um tabuleiro e fazer números em pecinhas. “Assim o aluno pode trocar os números de lugar com as mãos. Fica mais fácil assimilar as possibilidades”, diz Noé.

 

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