Dilma lança programa para melhorar a educação no campo

Pronacampo prevê a construção de 3 mil escolas até 2014, cursos de formação de professores e mais vagas para educação técnica

iG São Paulo |

Com o objetivo  de oferecer apoio técnico e financeiro aos estados, Distrito Federal e municípios para a educação rural, a presidenta Dilma Roussef e o ministro da educação Aloizio Mercadante lançaram nesta terça-feira, dia 20, o Programa Nacional de Educação no Campo (Pronacampo) . Segundo a presidenta, a série de ações com metas para serem cumpridas até 2014 vai desenvolver a agricultura familiar, necessária para a democratização do campo e o desenvolvimento do País.

Entre as promessas do programa estão a construção de 3 mil novas escolas e a realização de obras em outras já existentes. Para isso, o Ministério da Educação vai transferir recursos direto para as escolas, que deverão ser administrados pelos conselhos de pais e alunos. Esse sistema, segundo o ministro, vai assegurar que as reformas sejam feitas sem burocracia. O governo também quer evitar que escolas sejam fechadas e para isso vai encaminhar projeto de lei ao Congresso que obrigue prefeitos e governadores a consultarem conselhos municipais e estaduais de educação antes de tomar qualquer decisão.

Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma cumprimenta José Wilson Gonçalves, representante da Comissão Nacional de Educação do Campo, no lançamento do Pronacampo


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O conjunto de ações para as escolas rurais e quilombolas está dividido em quatro eixos – gestão e práticas pedagógicas, formação de professores, educação de jovens e adultos e educação profissional, e infraestrutura física e tecnológica.

O ministro Mercadante detalhou todas elas em sua apresentação. Entre as promessas está a de que os alunos receberão livros didáticos específicos para o jovem do campo. "A TV é um universo urbano, e o material didático também é o mesmo. Não pode. Temos que valorizar a cultura e as tradições do campo, e o material didático será todo voltado para o campo”, explicou.

Além disso, o programa tem as metas de fornecer energia elétrica, água e esgoto para todas as escolas rurais - hoje 15% não têm luz - instalar rede de computadores com conteúdo em 20 mil escolas e fornecer acesso à internet para 10 mil unidades. Há, ainda, a expectativa de que 10 mil escolas ofereçam ensino integral.

Para facilitar o transporte de alunos, serão adquiridos 8 mil ônibus escolares, 2 mil lanchas e 180 mil bicicletas. "É muito mais inteligente preservar os 30 milhões de homens do campo do que incentivar a urbanização acelerada nas grandes cidades”, defendeu Mercadante.

Os professores receberão formação continuada e, para desenvolver a educação de jovens e adultos e a educação profissional e tecnológica, o governo federal pretende expandir a oferta de cursos voltados ao desenvolvimento do campo nos institutos federais. Para isso, serão dedicadas 120 mil bolsas de estudo do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego Campo.

De acordo com Mercadante, o investimento anual no Pronacampo será R$ 1,8 bilhão.

As escolas localizadas em áreas rurais respondem por 12% das matrículas de educação básica no País. Os indicadores educacionais, no entanto, são bastante inferiores aos verificados nas áreas urbanas. Enquanto a taxa de analfabetismo no País - na população com mais de 15 anos - é 9,6%, na zona rural o índice sobe para 23,2%. Apenas 15% dos jovens de 15 a 17 anos do campo estão no ensino médio e só 6% das crianças até 3 anos têm acesso à creche.

*Com Agência Brasil

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