Há pouco mais de um mês, a pacata cidade baiana de Apuarema, localizada a 346 quilômetros de Salvador, ganhou projeção nacional. O até então desconhecido município de 7,6 mil habitantes, inclusive para os baianos, virou notícia no País.
O motivo, no entanto, envergonha os apuaremenses: a cidade obteve a pior nota no índice que mede a qualidade da educação brasileira. Professores, diretores, gestores e a comunidade do município ainda tentam entender a média tão baixa: 0,5. A escala varia de 0 a 10.
Três anos depois da criação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) pelo Ministério da Educação, Apuarema passa por um processo que outros municípios já vivenciaram: o susto causado pela notícia do fracasso. A nota baixa de Apuarema foi dada às séries iniciais (1ª a 4ª) do ensino fundamental em 2009. Representa uma enorme queda em relação à última avaliação, em 2007. Naquele ano, a média ficou em 2,7. Nas séries finais (5ª a 8ª), a situação é um pouco melhor, mas longe da ideal: 2,0. O MEC esperava que o município alcançasse 2,3 nesta fase.
O fato é que, desde o lançamento do Ideb, a vida escolar de Apuarema pouco mudou por causa dele. A falta de conhecimento sobre o índice é tão grande, mesmo entre os educadores, que a Secretaria Municipal de Educação não percebeu erros de informação repassados ao Censo Escolar.
Para chegar à nota final no Ideb, o órgão responsável pelas avaliações do MEC, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) utiliza os dados informados pelos próprios municípios sobre quantos alunos foram aprovados em cada série e as notas que os estudantes da 4ª e da 8ª séries tiraram em exames de português e matemática aplicados a cada dois anos, a Prova Brasil.
Durante conversa sobre o assunto com o iG, representantes do MEC identificaram que o responsável do município por colocar os dados no sistema de Censo Escolar registrou uma taxa de aprovação na 1ª série de 3,1%. Um valor muito menor do que em 2007, quando haviam registrado 65% nesta série. Com isso, a média ficou toda comprometida. O próprio ministério entrou em contato com o município para que eles corrijam o erro. Eles não haviam solicitado nenhum tipo de revisão.
Obstáculos
A média de Apuarema deverá subir, mas não o bastante para colocar o município entre os que conseguem garantir educação de excelência. As pessoas de Apuarema, que está em uma região de Mata Atlântica, não possuem muitas oportunidades de trabalho. Até a década de 1980, as fazendas produziam cacau e contratavam muitos trabalhadores. Hoje, o maior empregador do município é a própria prefeitura. Não há espaços culturais na cidade. Tampouco quadras de esporte (só uma, que precisa de reformas).
É difícil imaginar que o ensino de qualidade vá chegar rapidamente a um município em que grande parte das famílias sobrevive graças ao Bolsa Família. Hoje, 1,2 mil famílias recebem o benefício. Outras 200 estão cadastradas, esperando na fila por uma oportunidade.
Valdete Borges da Silva, 44 anos, pai de Wellington Borges da Silva, de 11 anos, e mais dois filhos, diz que “não tem como reclamar do governo e da escola”. Beneficiado pelo programa e outros de assistência social do município, ele acompanha de perto o desempenho das crianças. “Primeiro, por causa da merenda, que é ótima. Os professores também são atenciosos. Estou satisfeito”, afirma.
A primeira biblioteca municipal foi aberta há apenas dois meses. Livraria só é encontrada a 50 quilômetros de lá, na cidade de Jequié. Apenas um colégio dos três avaliados no Ideb possui biblioteca e laboratório de informática. Os três também precisam de laboratórios de ciências e quadras de esporte. Os professores – 25% dos 130 docentes da rede municipal ainda não possuem graduação – também precisam de cursos regulares para reciclar conhecimentos. O único momento em que discutem as próprias práticas e trocam experiências com os colegas é no início do ano, quando realizam um encontro com professores, coordenadores e diretores.
O município precisa criar avaliações sistemáticas dos alunos e estratégias para superar deficiências. Uma ação que pais, professores e gestores consideram essencial, por exemplo, ainda não pode se tornar realidade por falta de recursos: aulas de reforço. Hoje, as famílias – maioria não-escolarizada – têm de buscar ajuda sozinhas.
Victor Wagner Bittencourt dos Santos, de 9 anos (veja fotos), sente muita dificuldade com a subtração. Para aprender matemática, “a matéria mais difícil da escola”, Victor precisa de ajuda. O jovem estudante mora com a avó, que é aposentada e, aos 65 anos, está começando a “conhecer” as letras.
Os tios, que também moram na casa com mais três crianças, trabalham o dia todo. A saída encontrada pela avó foi pedir a um conhecido que dê uma ajuda. “Eu vou de segunda a quinta. Agora estou aprendendo mais. Quero ir para a faculdade, ser um médico para ajudar as pessoas”, conta.
O olhar triste e sério de Victor revela a responsabilidade de um menino que já tem a consciência de que só terá uma vida melhor e diferente da que possui se estudar. “Ele não gosta de ficar na rua. No sábado, me ajuda. Compra carne e verdura”, conta a avó, Edilza Maria de Jesus.
Com orgulho, o estudante da 4ª série do ensino fundamental mostra a caixa de papelão onde guarda alguns de seus maiores tesouros. Os livros que recebe da escola e os cadernos comprados pela mãe. “Eu não tenho livro de história, mas leio na escola. Gosto muito de ler”, garante.
As tarefas são feitas por Victor no colo mesmo, sentado no sofá da sala. Não há espaço adequado para estudar na pequena casa de dois quartos. Ninguém precisa mandá-lo fazer as tarefas. “Faço muito texto para melhorar minhas notas”, diz.
Primeiros passos
Professora Ozinéia Souza explica como Apuarema tenta melhorar
Desde que assumiu a Secretaria Municipal de Apuarema, em janeiro de 2009, Zaira Dias dos Santos Silva, professora de língua portuguesa e ex-diretora da Escola Aurino Nery de Souza – única da sede do município a oferecer séries finais do ensino fundamental – diz que tenta compreender programas do governo federal e “ajeitar” a casa.
Apuarema não possuía representantes que fiscalizassem os projetos educacionais ou os gastos feitos com a área no município. O Ministério da Educação exige controle social de projetos e recursos para que os municípios participem de programas que liberam verbas extras.
Havia integrantes do Conselho Municipal de Educação, por exemplo, que sequer sabiam que faziam parte de algum grupo. Por causa disso, a verba de programas do MEC ficou bloqueada alguns meses. Para voltar a recebê-las, a secretaria teve de eleger conselhos e arrumar a prestação de contas.
“As coisas estão evoluindo. Os professores estão procurando formação, mas esse ainda é um problema. Sabemos que os problemas da educação não serão resolvidos pela escola sozinha. Estamos buscando saídas e aceitando todo tipo de ajuda”, afirma a secretária de Educação do município, Zaira Dias dos Santos Silva.
Zaira precisa honrar alguns compromissos firmados com o MEC em gestões anteriores. Na primeira divulgação do Ideb, os municípios que ficaram com as notas mais baixas passaram a receber ajuda financeira e técnica do ministério, desde que houvesse um plano de ações que garantisse evolução educacional. Segundo a professora Ozinéia Souza, os alunos passaram a ser preparados para as avaliações (veja vídeo acima).
Os diretores das escolas, por exemplo, têm de passar a ser eleitos. Hoje, a secretaria indica os ocupantes dos cargos. Só no ano passado, as escolas começaram a discutir os próprios projetos políticos pedagógicos. Esses documentos reúnem as regras, os objetivos e as metas de cada colégio. É ele quem orienta o trabalho no dia a dia, mas apenas uma o concluiu até hoje, a Escola Municipal Aurino Nery de Souza.
Em 2009, as escolas ganharam coordenadores pedagógicos. Até então, os professores não contavam com a ajuda desse profissional para discutir as dificuldades de aprendizado dos alunos e planejar as aulas. “Quando vejo que um aluno está com dificuldade, converso com a coordenadora e busco uma alternativa. Os alunos têm vontade de aprender”, comenta a professora Irailda Santos Nascimento de Jesus, 34 anos.
OS DESAFIOS DE APUAREMA (segundo diretores, professores, pais e alunos)
- Estabelecer projetos pedagógicos nas escolas
- Criar programas de capacitação e reciclagem para os professores
- Ampliar as escolas e equipá-las com biblioteca, laboratórios de ciência e de informática
- Dar aulas de reforço para alunos que têm dificuldade com disciplinas específicas no fora do horário das aulas
- Estimular o estudo dos pais
Priscilla, fiquei curioso em saber o que você achou em fazer essa reportagem em Apuarema? Com qual imagem você saio da cidade?
Responder comentário | Denunciar comentárioFiquei impressionado com a riqueza de detalhes, isso comprova que Priscilla buscou a informação profundamente no município. Em Apuarema, infelizmente até hoje só tivemos gestores e legisladores descomprometidos com o desenvolvimento da cidades, as circunstâncias nunca foram favoráveis para a cidade, e com representantes nesse gabarito então. Basta ficarmos na ESPERANÇA de um futuro melhor para essas crianças de Apuarema.
Responder comentário | Denunciar comentárioSou professora, do ensino fundamental II nas 5ª e 6ª séries, na Escola Aurino Nery Souza. Todas as críticas voltados para educação do município de Apuarema- Bahia, tem causado grande desconforto para nós que residimos e trabalhos aqui. Acabei de terminar minha graduação e já trabalho nesse município a 12 anos, tenho uma filha que é fruto dessa educação e que tem tido resultados positivos no seu aprendizado. Quanto a minha prática, como educadora, tenho procurado exercer uma prática de ensino, que venha sanar as dificuldades dos meus alunos, no que diz respeito a leitura escrita, interpretação e produção textual. Em todas as minhas aula introduzo um gênero textual, a ser lido e discutido, previamente planejado nos encontros de AC que acontece quinta-feira a tarde. Sou professora da disciplina de Língua Portuguesa e acredito na Educação que ponho em prática na comunidade escolar onde leciono. Acredito que a partir de agora todos desse município, compreenderá que Educação se faz com práticas contínuas e responsáveis, que educação não é uma questão de continuidade, de trabalho sério e de um trabalho realizado em conjunto com toda a comunidade escolar. Procurar os culpados é querer se livrar dos resultados desastrosos, que vem sendo veiculado na mídia nacional e até mesmo internacional, já que através da internet, qualquer pessoa pode ter acesso aos dados do Ideb. A nós educadores desse município, resta apenas a atitude de reverter o quadro, assumindo o compromisso de colocar em prática uma educação de qualidade e ao mesmo tempo cobrar dos Órgãos competentes, atuação responsável quanto a consolidação das informações prestadas. Eu não vou desistir de acreditar e de lutar pela minha cidade.Esse comentário não é uma justificativa, mas, um desabafo de quem acredita e é prova que só através da educação, é possível vencer a desigualdade social e sobreviver num mundo tão competitivo. "Não vim até aqui, pra desistir agora". EU ACREDITO NA EDUCAÇÃO. NÃO VOU FICAR ESCONDIDA COM MEDO DAS criticas.
ELIANE DE JESUS
PROFESSORA DE APUAREMA
Sou professora na Paraíba e sei bem de perto a realidade de cidades no interior do Nordeste.
Educação não se faz sozinha, educação depende de um todo, portanto, essa situação não é só preocupação da secretaria, nem da Diretora, muito menos só dos professores. No processo educacional todos os envolvidos tem que se mobilizarem em prol de uma educação de qualidade, primeiro tem que "acreditar" que a educação ainda é a valvula de escape de uma sociedade, e esse crédito tem que partir do legislativo, do executivo, da comunidade, da familia até chegar na criança, para isso deve-se pensar no imediato, no agora , não para "reverter dados" , mas para melhorar aquilo que está sendo oferecido aos alunos. Gostaria de registrar meu apoio a equipe de Educação de Apuarema, mostrando que os dados, o ideb é um termometro para a febre, mas por trás da febre há uma infecção, então é momento de examinar e rever onde está os erros, para se melhorar. Não tenham esse resultado como ruim, mas o vejam como uma oportunidade de voces brilharem no futuro, Abraços.
A educação é ainda o melhor passaporte para transformar a realidade brasileira e eu acredito nela. O fato do nosso Ideb ter sido revelado dessa forma não vejo a educação do nosso município ter tais características de pior do país. Sei que esse pode ter sido um erro ou como todos passam por momento bons e ruins, um momento ruim. Porém acredito na compet~encia e compromisso dos que aqui fazer "educação" e agradeço com carinho àqueles que acreditam e torcem por nós.
Responder comentário | Denunciar comentárioDe antemão, agradeço a reportagem importantíssima que a IG fez, certamente com o objetivo de mostrar de forma sábia o nosso Brasil e seus contrastes. Entretanto, vejo que os Professores, Poderes Executivo e Legislativo, Pais, alunos de Apurarema têm o grande desafio de retomarem com muita sapiciência, a avaliação do IDEB (índice de desenvolvimento da educação básica), como objeto de estudo, análise e programação que oportunize ao aluno diante de sua realidade um melhor acompanhamento na formação humana, familiar, social e intelectual. Para que essa meta possa se tornar realidade, vejo que primeiro é preciso ter uma criança bem alimentada, um professor motivado em todas as suas atividades pedagógicas, permitindo e valorizando a participação do aluno; todos os diretores das respectivas escolas terem em comum atividades pedagógicas extra-classe, como gincana estudantil de matemática, concurso de poesia, concurso de redação, jogos estudantis com várias modalidades, festividades do folclore regional etc. todos essas atividades teriam prêmios para os alunos que se destacaram com o método de incentivar outros na melhoria de seu desempenho... secretária de educação faria parceria com universidade pública através de suas faculdades de pedagogia e assistência social para em primeiro momento realizar seminários em educação e os assistentes sociais fariam coleta de dados às famílias dos alunos para verificar seu desenvolvimento em todos os aspectos; implantar para os adultos durante a noite, escola com aplicação de método,técnica que atendessem a sua faixa etária; construir bibliotecas com bom acervo de livros das diversas áreas do ensino; implantar laboratórios de informática para que todos os alunos tenham acesso a pesquisa virtual; construir ginásio poliesportivo para não tão somente incentivar esses alunos, mas os jovens como atrativo para possibilitar seu engajamento nas atividades esportivas como elemento preventivo diante das drogas; e deixar bem claro uma política pública que valorize os munícipes que consequentemente resgatariam sua auto-estima dentro de uma coletividade, de uma comunidade que certamente mudaria essa realidade que fora apresentada.
Estimados leitores, lendo esta reportagem da ilustre Priscilla Borges, tive a iniciativa de registrar meu comentário como elemento motivador diante da realidade aqui apresentada, sugerindo aos munícipes e seus representantes políticos que foram ortogados através do voto e em especial aos profissionais de educação, algumas dicas para sanarem essas discrepâncias: sócio,política,econômica ,social e educacional. Remeto essa minha simples contribuição, ao Ilustríssimo Sr. Vereador Dorival Alves de Santos e os demais que são representantes constituidos do povo de Apuarema a elaborarem um projeto que contemple os anseios dos alunos que desejam uma educação mais qualificada à luz da pedagogia de Paulo Freire e do iluminado Kwantzu, China, a. C. que dizia: "Quem planeja a curto prazo, deve cultivar cereais; a médio prazo, plantar árvores; a longo prazo, deve educar as pessoas"...
Oi.Seu Lindolfo Santos que pessimismo é esse? O senhor ainda vai viver para ver o nosso estudo voltar o que era,ótimo,Seu Lindolfo,quando o senhor saiu da escola,eu estava chegando,exatamente nesse ano de 68,chorei durante um mês,era normal naquela época.Depois foi só alegria,as tias eram maravilhosas,o ensino de excelência.As escolas públicas ensinavam de verdade,agora eles trocam o nome da série para enganarem e o ensino piora a cada vez que eles tentam uma nova maneira de ensinar,Mas eu ainda tenho esperança,
Abraços,Lúcia
24/08/010
Não tem porque os educadores de Apuarema se envergonharem, ser o último colocado não quer dizer que é o pior, pode ser o que teve menos oportunidade, sabemos que voces darão a volta por cima e em 2011 terão uma resposta melhor, é questão de tempo e boa gestão do Executivo e do Legislativo em todas as Esferas. VAMOS A LUTA!!!!!!!!!!!
jOSÉ DA SILVA BARRETO Coordenador de Cultura, Esporte e Lazer do Município de Olindina - Ba.
Eu vejo com preocupação a situação dos estudantes brasileiros hoje. Eu só pude estudar até o ano de 1968 porque tive que parar de estudar para trabalhar. Estudei até o segundo ano ginasial. Quando eu estudava havia respeito aos mestres e ao estudo. Quando por ventura o professor de alguma matéria faltava, alguém que dominava aquela matéria ia ao quadro de giz e preenchia aquele horário tirando as dúvidas dos mais fracos, o que não acontece hoje, creio, até nas faculdades. Os tempos mudaram! Não sei por qual motivo o ensino brasileiro caiu tanto! Se assim continuar, o nosso país será sempre terceiro mundo. O governo federal tem que se preocupar com isto e fazer uma comparação com o ensino daquela época e o da atualidade. Deve haver algo errado! Lembro-me bem que um aluno quando chegava ao terceiro ano científico estava preparado para entrar na universidade. Por que mudaram aquela forma de ensino? Hoje, eu nem sei quais são as séries do curriculo escolar. Só sei é que o padrão não é o mesmo. Por que não rever os conceitos? Orgulho! Propósito! O prejuízo é para o país. Algo que precisa ser visto é a valorização dos mestres quando eu estudava o mestre era na sala de aula uma autoridade. Se não for devolvida ao professor essa ferramenta de trabalho, tudo irá mal. Até ensinando aos animais, o mestre precisa ser respeitado e obedecido. Caso contrário, não haverá aproveitamento. E o resultado final ... será: Faz de contas. É! Estamos vivendo o período do FAZ DE CONTAS. E isto não serve para nenhum de nós. Isto muito me preocupa. Estou com 60 anos de idade quase indo embora desta vida e gostaria de poder me orgulhar da terra na qual nasci. Srs. Governantes façam algo para que eu possa partir feliz. Valorize os mestres. Priorize o ensino. Penso que é por aí. Até outra oportunidade. Obrigado.
Sou professora do ensino fundamental, da EJA e já fui coordenadora e vice diretora de escola ,ao ouvir o depoimento da diretora e ler depoimentos que a merenda é boa e a professora atenciosa, entendi que é possível mudar algumas coisas em Apuarema. Gostaria de ajudar e conheço pessoas que me ajudariam nesta tarefa. Só que não temos recursos para chegar e nos mantermos por lá durante uma possível formação para os professores. Deixo aí meu recado e a lembrança que estou ainda na ativa porisso só poderia fazer este trabalho nos finais de semana e férias.
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