Após cancelamento de aula na PUC-SP, alunos protestam

Universidade fechou as portas nesta sexta-feira para evitar festa em prol da maconha

iG São Paulo |

Após decisão da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) de suspender as aulas e atividades acadêmicas desta sexta-feira para evitar a realização de um evento em prol da maconha. Estudantes protestaram contra a falta de liberdade de expressão em frente ao câmpus.

AE
Alunos fazem faixas em protesto pelo fechamento da PUC após agendamento de festa

"Não somos baderneiros. Só queremos discutir a legalização da maconha. Afinal, não existiria produção cultural e acadêmica nesse País se não existisse a maconha", gritava, no microfone improvisado, Marcel Segal, de 23 anos, aluno do curso de Comunicação e Multimeios da PUC-SP.

Ele era um dos cerca de 50 alunos que organizaram o Festival da Cultura Canábica e protestavam contra o reitor Dirceu de Mello, que suspendeu as atividades do câmpus Monte Alegre para evitar a realização do evento.

Com os portões trancados, a manifestação ocorreu do lado de fora do câmpus, no mesmo horário em que a festa começaria, às 16 horas, mas com menos de 1% das 6.500 pessoas que haviam confirmado presença na festa.

"Não vai adiantar nada isso que o reitor fez. Vamos marcar um outro festival para a próxima semana e o que ele fará? Vai fechar o câmpus toda sexta-feira?", argumentou outro estudante, que preferiu não se identificar.

A decisão de fechar o câmpus desagradou não só aos organizadores e simpatizantes do festival. Com todas as atividades suspensas, palestras foram desmarcadas, os pacientes da clínica de psicologia tiveram de voltar para casa e as defesas de mestrado e doutorado foram adiadas.

Em nota divulgada na quinta-feira, o reitor da PUC-SP, Dirceu de Melo, afirmou que as festas marcadas pela internet ganharam proporções inadmissíveis, por conta do barulho, da duração “madrugada a dentro” e pelo uso não dissimulado de bebidas alcoólicas e entorpecentes, entre “outras condutas reprováveis”. Leia a íntegra do ato do reitor .

Segundo a descrição do evento no Facebook, a festa venderia cerveja a R$ 1,50 e cachaça a R$ 1,00. Os organizadores pediam para os participantes não portarem drogas. “Não tragam drogas! Haverá polícia!”, avisavam. Até o início da noite, não havia viaturas policiais no local.

AE
Estudantes encontram portões da PUC-SP fechados na manhã desta sexta-feira. Comunicado informa a suspensão das atividades para evitar 1º Festival de Cultura Canábica

* Com informações da Agência Estado

    Leia tudo sobre: PUC-SPmaconhafesta em universidade

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG