Segundo o coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, equipe está mais preparada e pode alcançar bons resultados

Estudantes do Brasil passaram por uma série de testes para participar das olimpíadas de astronomia deste ano
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Estudantes do Brasil passaram por uma série de testes para participar das olimpíadas de astronomia deste ano

O Brasil está confiante para participar da 11ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês) e da a 9ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). Após mais de um ano de provas e preparação, o coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), o físico João Batista Garcia Canalle, acredita que os estudantes irão surpreender nas competições.

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Para a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, que acontecerá em Phuket, na Tailândia, no mês de dezembro, os estudantes brasileiros selecionados foram: Bruno Gorresen Mello (PA), João Vitor Guerreiro Dias (SP), além dos cearenses Nathan Luiz Bezerra Martins, Pedro Pompeu de Sousa Brasil Carneiro e Vinicius Azevedo dos Santos. Na edição anterior, realizada na Índia, o País obteve três medalhas de bronze, sendo uma delas inédita na competição em equipe, além de três menções honrosas.

Outros cinco estudantes (Bruno Caixeta Piazza, Danilo Bissoli Apendino, Fernando Ribeiro de Senna, Henrique Barbosa de Oliveira e Miriam Harumi Koga, todos do estado de São Paulo) integram a seleção brasileira que disputará a 9ª OLAA, no Chile, em outubro. No ano passado, o evento ocorreu na Argentina e os brasileiros conquistaram o 1º lugar no quadro geral de medalhas, com duas de ouro, duas de prata e uma de bronze.

Seleção

A primeira etapa de seleção é online e aconteceu após a 19ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), no ano passado, envolvendo mais de três mil estudantes do ensino médio de escolas públicas e privadas de todo o País, dos quais 100 se classificaram para uma etapa presencial em março deste ano, em Barra do Piraí (RJ). Desses, foram escolhidos 30, que passaram por provas e assistiram palestras no município de Vinhedo (SP).

Agora, os jovens selecionados se encontram em processo final de treinamento. Segundo Canalle, que também é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), até viajarem, as equipes terão mais um encontro presencial em Vinhedo, onde está localizado o Observatório Abrahão de Moraes, da Universidade de São Paulo (USP), e também estudarão à distância.

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“No observatório, eles fazem toda uma revisão de manuseio de telescópio e de observação do céu do evento, através do planetário que simula o céu do dia, hora e local da olimpíada. No caso da Olimpíada Latino-Americana , os alunos também constroem e lançam foguetes, porque têm uma prova desse tipo. Também há provas de análise de dados, a gente vai fazer também com eles. Temos ainda exercícios específicos a partir de observações realizadas por astrônomos e ainda perguntas típicas da astronomia e da astrofísica, além de astronáutica, no caso da OLAA”, disse Canalle.

Expectativa

O coordenador da OBA acredita que este ano, o País “vai surpreender nos resultados das duas olimpíadas internacionais, porque modificamos o sistema de seleção”. Até o ano passado, os dez estudantes que representavam o País na IOAA e na OLAA eram selecionados em março e, dali até a viagem, não tinham outro grande compromisso com a organização da OBA “exceto continuar estudando” por conta própria, salientou Canalle.

Contudo, nste ano, 100 estudantes fizeram uma prova em março, dos quais foram tirados 30. “Semanalmente, eles tinham que fazer uma lista de exercícios, que não existia até então. Aplicamos várias provas, calculamos uma média. Publicamos essas notas e, em seguida, continuamos dando mais listas de exercícios para eles, que tinham que nos mandar até a meia-noite de domingo”. Foram quase 20 listas de testes sucessivos nos dois primeiros treinamentos.

Na semana retrasada, foram selecionados dez estudantes que representarão o País nos certames internacionais. Segundo Canalle, a seleção ficou mais concorrida, por ter 30 alunos disputando as dez vagas por um tempo maior do que no ano passado. “Acho que, na Olimpíada Latino-Americana, nós vamos nos sair muito bem. Mas nunca tivemos medalha de ouro na IOAA”.

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De acordo com o coordenador da OBA, a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica tem uma “filosofia muito distinta da nossa. São indianos, coreanos, chineses que, geralmente, se saem melhor”. No entanto, Canalle acredita na melhoria da preparação da equipe do Brasil. “Temos expectativas mais positivas este ano”.

* Com informações da Agência Brasil

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