Sisu reúne vagas em instituições públicas; é hora de pesquisar curso e faculdade

Por Cristiane Capuchinho - iG São Paulo

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Estudante deve selecionar de cinco a seis opções de curso e instituição para monitorar interesse e notas de corte

Quando o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) iniciar o período de inscrições, no dia 19 de janeiro, para mais de 200 mil vagas em instituições públicas, os 6 milhões de estudantes que fizeram as provas do Enem 2014 terão menos de uma semana para escolher em quais dois cursos de ensino superior querem disputar vagas.

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Diante de opções em todos os Estados do País e com a nota do Enem como único critério de seleção, os vestibulandos correm o risco de se perder entre a escolha pelo curso dos sonhos e a decisão pela vaga naquela carreira desconhecida fora de seu Estado para o qual sua nota do Enem é suficiente para garantir a vaga.

Para não se perder na escolha do curso, professores de cursinho indicam que o candidato aproveite o momento antes do início do Sisu para decidir o curso, pesquisar as instituições, descobrir os custos envolvidos e os possíveis benefícios e escolher de cinco a seis opções de cursos e instituições para mirar no Sisu.

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A primeira coisa que o aluno tem que decidir é o curso em que quer se graduar. "A escolha do curso é algo que ele tem que amadurecer ao longo do ensino médio e de todo o ano de vestibular. Pensar em quais são as suas competências, o que gosta de fazer, como são as carreiras, o que a família acha", indica Alessandra Venturi, orientadora educacional do Cursinho da Poli.

Carreira escolhida, é hora de buscar as opções de faculdade. "Os cursos mudam seu foco conforme a universidade, por isso é importante olhar a grade curricular e procurar professores e alunos para conversar. Eles vão poder dizer como é o curso e qual é a inserção no mercado de trabalho", indica o coordenador do cursinho Etapa, Marcelo Carvalho.

  • 171.401

    vagas ofertadas pelo Sisu no 1° semestre de 2014

  • 4.723

    cursos ofereciam cadeiras

  • 115

    instituições de ensino superior aderiram ao Sisu 2014.1

Na hora de pesquisar as instituições, rankings e índices de qualidade, como o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), também ajudam a guiar na escolha.

Mas isso não é suficiente. "Não adianta ele fazer Enem, ter uma pontuação bacana e não saber como vai se manter no local [que escolheu fazer sua graduação]", alerta Alessandra, do Cursinho da Poli. "Se ele vai precisar de ajuda para se manter em outra cidade, é importante que o aluno comece a pesquisar, por exemplo, a política de permanência de cada universidade."

As instituições públicas de ensino costumam oferecer benefícios como auxílio-moradia, restaurante universitário com preço subsidiado, bolsa-alimentação e bolsas para estudantes que fazem iniciação científica ou que prestam algum serviço dentro da universidade, como monitoria em bibliotecas. No entanto, a quantidade de beneficiados e a estrutura depende de cada instituição.

"O estudante tem que ver se a universidade tem algum tipo de bolsa, se oferece moradia. Precisa saber o que tem ao redor da universidade, se ela está em uma região que dá para trabalhar, que tem vaga de estágio", lista Fábio Aviles Gouveia, consultor do Sistema Anglo de Ensino.

RANKING CWUR - Posição no País:  1ª) Universidade de São Paulo (USP). Foto: Cecília Bastos/Divulgação USPRANKING CWUR - Posição no País:  2ª) Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) . Foto: DivulgaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 3ª) Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foto: Antonio Scarpinetti/UnicampRANKING CWUR - Posição no País: 4ª) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foto: DivulgaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 5ª) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foto: Wikimedia CommonsRANKING CWUR - Posição no País: 6ª) Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Foto: DivulgaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 7ª) Universidade Estadual Paulista (Unesp). Foto: DivulgaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 8ª) Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Foto: DivulgaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 9ª) Universidade Federal Fluminense (UFF). Foto: DivulgaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 10ª) Universidade de Brasília (UnB). Foto: DivulgaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 11ª) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foto: DivulgaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 12ª) Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Foto: DivulgaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 13ª) Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Foto: DivulgaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 14ª) Universidade Federal do Paraná (UFPR). Foto: Rodrigo Juste Duarte/Divulgação UFPRRANKING CWUR - Posição no País: 15ª) Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Foto: DivugaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 16ª) Universidade Federal do Ceará (UFC). Foto: DivulgaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 17ª) Universidade Federal da Bahia (UFBA). Foto: DivulgaçãoRANKING CWUR - Posição no País: 18ª) Universidade Federal do ABC (Ufabc). Foto: Divulgação

Sisu aberto, e agora?

O ideal é que o aluno tenha encontrado cinco ou seis opções de cursos e instituições de interesse, indica Gouveia. "Assim ele pode focar e monitorar essas carreiras no Sisu e fazer sua escolha conforme a nota de corte."

Na hora da inscrição, o candidato tem que escolher um curso como primeira opção e outro curso (que pode ser em outra instituição) como segunda opção. Uma dica é "nunca colocar na segunda opção um curso que seja mais concorrido que o da primeira opção", explica o professor Marcelo Carvalho, do Etapa.

E se a nota não der para o curso que quero?

Divulgadas as notas de corte, nem sempre ficar abaixo da linha é sinal de que a vaga não será conquistada. "Muita gente está inscrita ali e em outros vestibulares, então é comum que a nota de corte esteja alta e depois caia com a desistência", aponta Carvalho.

Para o professor, se a posição do estudante for menor que duas vezes a quantidade de vagas  – ou seja, se ele estiver entre os 60 primeiros concorrentes para um curso de 30 vagas –, há grandes chances de ser chamado na lista de espera.

"As listas rodam muito por causa das estaduais. Vale a pena ele insistir na lista de espera", sugere o professor do Etapa.

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