Callegari diz que Prefeitura de São Paulo não dará bônus a professores

Novo secretário municipal de Educação, Cesar Callegari, deu entrevista em vídeo ao iG sobre prioridades da gestão para a área. Secretaria, segundo ele, será apartidária

Priscilla Borges - iG Brasília |

A política de premiação de professores com bônus financeiros, implantada em São Paulo em 2011 , não faz parte dos planos da nova equipe de governo municipal. Em entrevista exclusiva ao iG , em vídeo, o novo secretário, Cesar Callegari, afirma que os bons trabalhos merecem ter visibilidade, para servir de exemplo para outros, mas sem dividir as equipes em “perdedores e vencedores”.

“Apenas imaginar que professores trabalharão bem se tiverem prêmio não é nosso conceito”, afirmou. Sociólogo, Callegari acumula cargos de gestão na área de educação em seu currículo. Foi secretário municipal de Educação de Taboão da Serra, em São Paulo, presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia, diretor de Operações do Sesi, deputado estadual por dois mandatos.

Nos próximos dias, termina sua curta passagem pelo Ministério da Educação (não completou um ano), como secretário de Educação Básica . As relações com o MEC, no entanto, são longas e anteriores ao período. Callegari é integrante antigo do Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão que o aproximou do prefeito Fernando Haddad, quando ainda era ministro da Educação.

Essa proximidade com o governo federal é vista por ele como positiva para o futuro da cidade de São Paulo. Seguindo o discurso do novo prefeito, Callegari vê nas parcerias com o Ministério da Educação uma das mais importantes soluções para resolver problemas antigos do município, como a falta de creches. “Essa é a prioridade das prioridades. Além da parceria com o governo federal, vamos estimular que as empresas criem unidades próprias”, contou.

Segundo o secretário, o prefeito Fernando Haddad se prepara para montar uma equipe que conduzirá força-tarefa para localizar terrenos e fazer desapropriações com o objetivo de criar espaços para as novas creches. “O problema de São Paulo não é exatamente falta de recursos para a construção das creches, mas uma melhor coordenação entre todas as áreas de governo e com as outras instâncias de governo”, defendeu.

Feliz e animado com o novo desafio, Cesar Callegari fez questão de ressaltar o “caráter apartidário” que a secretaria terá. “A educação, mais do que qualquer outra área do governo, tem de ser uma área republicana. Não pode ser espaço de partido X, Y ou Z”, garantiu. Ser exemplo para o resto do País é outra expectativa da gestão. Para isso, ele pretende superar as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – não alcançadas pelo município em 2011 – e garantir a alfabetização das crianças até os 8 anos de idade.

“É possível avançar com consistência, com seriedade. O nosso objetivo não é atingir a meta do Ideb. O nosso objetivo é muito maior que isso: é garantir que toda criança, todo jovem, todo adulto que dependa da educação oferecida pela rede municipal tenha uma educação de boa qualidade”, ressaltou.

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