Após greve, aulas na rede estadual baiana vão até março

Paralisação durou 115 dias em grande parte da rede. Professores afirmam que vão repor aulas somente se governo pagar os três meses de ponto cortado

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Depois do fim da greve de 115 dias dos professores da rede estadual de ensino, a Secretaria de Educação da Bahia espichou o ano letivo até março, para que sejam cumpridos os 200 dias letivos obrigatórios. Segundo a secretaria, cerca de 1.200 das 1.411 escolas precisarão repor aulas até janeiro. Outras cerca de 200 terão turmas até fevereiro e nas restantes, localizadas principalmente em Salvador, onde a greve demorou mais para acabar, as classes seguem até 4 de março.

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Os professores afirmam, porém, que só vão cumprir a agenda de reposições, se e quando o governo depositar os salários referentes aos três meses de ponto cortado dos docentes - medida adotada após a Justiça considerar a greve ilegal. Além disso, a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia declara que não encerrou a greve, apenas suspendeu a paralisação. Uma nova assembleia da categoria está marcada para o próximo dia 30.

Os docentes seguem pressionando o governo por um reajuste salarial linear de 22,22%, enquanto a administração estadual oferece, além dos 6,5% comuns a todo o funcionalismo baiano este ano, duas progressões de carreira, em novembro e abril, mediante participação dos docentes em cursos de qualificação. De acordo com o governo, os aumentos salariais, somados, representam reajustes entre 22% e 26%.

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