Dominguinhos é homenageado na cerimônia do Prêmio Shell

Gil e Elba Ramalho foram alguns dos convidados na festa no Rio de Janeiro

Marianna Wachelke, especial para o iG |

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Dominguinhos e Gilberto Gil tocaram "Lamento Sertanejo" e "Xodó" no Prêmio Shell
O ritmo nordestino invadiu a noite de terça-feira (5), na 30ª edição do Prêmio Shell de Música, no Vivo Rio, Zona Sul do Rio de Janeiro. Desde a decoração com balões de São João ao cardápio recheado de acarajé e caldinho de feijão, a homenagem era toda para Dominguinhos. O cantor e sanfonista pernambucano foi o escolhido deste ano e fez show com direito a convidados como Elba Ramalho, Gilberto Gil e Marcelo Mimoso.

“Hoje o prêmio homenageia a sanfona, o baião, o xote e seu mestre Dominguinhos, um grande artesão de músicas”, apresentou o cantor Lenine, em cima do palco. De terno e vestindo seu habitual chapéu de couro, Dominguinhos cantou “Baião”. “Estou duplamente feliz: primeiro estou aqui com meus amigos e agora por estar acompanhado da minha filha Liv Moraes”, declarou o músico, apresentando sua filha no palco e cantando duas músicas juntos.

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Dominguinhos, no palco do Vivo Rio: "Isso vale mais do que dinheiro"
Após cantar com Lenine, Dominguinhos contou histórias da sua trajetória, desde parcerias com Chico Buarque, a origem do baião e forró e a dificuldade que o gênero musical enfrentou durante os anos 60. “Muito sanfonista parou de tocar e passou para outro instrumento. Foi em 1972 que a cena melhorou e tomou força novamente. Devo a Gilberto Gil e a Gal Costa a volta da sanfona!”, relembrou Dominguinhos.

O homenageado chamou no palco Gilberto Gil e juntos, cantaram “Lamento Sertanejo” , para depois acelerar com o balanço de “Xodó”. Logo após, Dominguinhos fez questão de chamar sua “galega”, apelido carinhoso para Elba Ramalho que cantou “De volta pro aconchego” e “Gostoso Demais”. “Dominguinhos é um grande amigo. Eu posso ficar meses ou anos sem vê-lo que nunca perdemos o contato”, disse a cantora. “Ele é um ser humano incomparável, muito doce e ao mesmo tempo gênio: ninguém toca sanfona tão bem como Dominguinhos.”.

No final, todos os artistas convidados voltaram ao palco e celebraram a noite com “Isso aqui tá bom demais”. “Isso aqui vale mais que dinheiro, é o reconhecimento”, declarou Dominguinhos com o prêmio em mãos. “O show foi enxuto, ficou temperado”, sorriu.

O artista foi escolhido por um júri formado pelos jornalistas Antônio Carlos Miguel, do jornal O Globo, Marcus Preto, da Folha de São Paulo, pelo músico Edu Krieger, pelo produtor musical Alê Siqueira, pela cantora Mariana Aydar e pelo produtor cultural Pedro Seiler.

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