No palco, músicos tentam "reviver" bandas como Beatles e Queen

Por Susan Souza , iG São Paulo | - Atualizada às

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Diferentemente de projetos cover, grupos fazem tributos com atenção especial aos figurinos e a detalhes biográficos

"A palavra 'cover' não tem a ver com a gente. Porque o cover não é rico em detalhes, é apenas uma interpretação", afirma o cantor Sandro Peretto, em entrevista ao iG, que "vive" John Lennon na banda brasileira All You Need Is Love. O músico define o grupo como um tributo - e não uma banda cover - que faz uma homenagem ao quarteto de Liverpool.

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All You Need is Love, banda-tributo a Beatles

"Nosso trabalho está realmente baseado em detalhes, mas sem ser caricato", completa o vocalista. O lado minucioso da produção é tão forte que até mesmo os cortes de cabelo que os Beatles usaram durante a carreira é representado por várias perucas trocadas durante o show. "Cada integrante da banda tem um personagem com o qual se identifica. À medida que vamos mudando o figurino, também vamos mudando os cabelos."

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A dedicação que esses músicos têm para trabalhar a obra de bandas que não podem mais ser vistas ao vivo, como é o caso dos Beatles, virou uma profissão. Para que o tributo soe verdadeiro, não basta apenas executar as músicas como foram gravadas. É necessário transportar a plateia ao clima de quando o grupo existia utilizando-se de caracterização detalhada e estudo de técnica.

Tributo. Foto: DivulgaçãoTributo. Foto: DivulgaçãoTributo. Foto: DivulgaçãoTributo. Foto: DivulgaçãoTributo. Foto: DivulgaçãoTributo. Foto: DivulgaçãoTributo. Foto: DivulgaçãoTributo. Foto: DivulgaçãoTributo. Foto: DivulgaçãoTributo. Foto: Divulgação

"Uma banda-tributo como a nossa tenta passar ao público sensação de que ele está vendo o artista original", conta Pablo Padin, vocalista que revive Fred Mercury no tributo Diós Salve a la Reina, em entrevista ao iG. A banda argentina dedica-se integralmente ao Queen e faz cerca de 150 apresentações anuais. "Queremos que o público sinta que está vendo o Queen", afirma.

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Diós Salve a la Reina, banda-tributo a Queen

O tributo Diós Salve a La Reina fez apresentações no Brasil em junho. Em atividade há 15 anos, a banda também impressiona pelo detalhismo e pela superprodução expostos em figurinos eternizados por Freddie Mercury. O argentino afirma que a reprodução exige cuidados. "Sempre tentamos cuidar de qualquer coisa que possa parecer bizarra. A ideia é fazer tudo o mais sério possível".

A reação do público, descrevem ambos os grupos, geralmente é de emoção, embora exista quem desdenhe ao dizer que "imitar os outros é fácil", conta Sandro Peretto, o John Lennon do grupo All You Need Is Love.

"Se fosse fácil, todo mundo faria o que a gente faz. Vemos muita gente chorando, revivendo a época. Começamos por amor aos Beatles, mas virou uma profissão", defende o integrante do grupo que, com 20 anos de carreira, alcançou o êxito de gravar um show no Cavern Club, casa noturna de Liverpool que é considerada um santuário pelos beatlemaníacos.

"Muita gente chora e se lembra de quando foram assistir ao Queen há 30 anos. Por sorte, as opiniões são sempre muito boas", ressalta Pablo, vocalista do tributo ao Queen. O Diós Salve a la Reina está viajando com a turnê "Remember Wembley' 86", que revive o antológico show gravado pelo grupo original no estádio de Wembley, em Londres, em julho de 1986.

O mercado de bandas-tributo é vasto e outros músicos revivem bandas que não existem mais, como o grupo The Australian Pink Floyd Show, que presta homenagem aos ingleses do Pink Floyd, e a banda Zoso, que interpreta o Led Zeppelin. Nomes ainda na ativa também têm seus tributos famosos, como o grupo The Atomic Punks, que homenageia Van Halen, o Strutter, que homenageia o Kiss, e o Live Wire, que presta reverência ao AC/DC.

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