Show do Kraftwerk no Sónar é espetáculo para olhos e ouvidos

Grupo alemão retorna ao Brasil com performance em 3D; saiba como foi a apresentação

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Poucas semanas após estrear seu tão falado show 3D em Nova York, o Kraftwerk trouxe seu espetáculo ao Brasil. O quarteto se apresentou em São Paulo nesta sexta-feira (11), dentro do festival Sónar. Os alemães eram sem dúvida a atração mais esperada do evento - foram confirmados em cima da hora, após Björk cancelar sua vinda - e não desapontaram. Em sua quarta vinda ao país, fizeram um show que superou os anteriores.

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Kraftwerk no palco do Sonar São Paulo

O grupo iniciou a apresentação com "The Robots", clássico do disco "The Man-Machine", de 1978. No palco, os quatro integrantes liderados por Ralf Hutter (único remanescente da formação original) permaneciam imóveis, atrás de mesas com seus equipamentos. Movimento, só no telão no fundo do palco, que trazia imagens de figuras robóticas imitando os membros da banda deslizando pelo ar.

Essas imagens, como foi amplamente anunciado, eram em 3D e, para que o público pudesse vê-las, foram distribuídos 15 mil óculos a todos que entrassem no festival. Já em "The Robots", foi possível perceber que o efeito funcionava muito bem. Mas só se o espectador se posicionasse exatamente em frente ao palco. Quanto mais para os lados a pessoa estivesse, pior ficaria a imagem.

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Grupo alemão durante a música "The Robots"

Se na primeira música o 3D já causou boa impressão, na segunda ele arrancou aplausos. Para acompanhar "Spacelab", foram projetadas imagens de satélites flutuando no espaço. Quando o primeiro deles pareceu ir em direção ao público, as palmas e gritos vieram fortes - 3D definitivamente aprovado. A reação repetiu-se em outros momentos do show, como a chuva de números de "Numbers" e os grafismos de "The Man-Machine".

Mas, na maior parte da apresentação, a principal responsável por arrebatar o público foi mesmo a música. Seja nas longas viagens sonoras de "Autobahn" e "Trans Europe Express", seja no peso de "Radioactivity", seja nas batidas dançantes (e precursoras de ritmos como o funk carioca) de "Numbers" e "Music Non Stop", a última música do show. O grupo não voltou para o bis, apesar dos pedidos do público.

"Good night. Auf Wiedersehen", disse Ralf Hutter ao deixar ao palco. Parece pouco, mas é mais do que ele costuma falar em qualquer show. Mais do que as palavras, o que marcou foi o sorriso nos lábios do normalmente sisudo músico. Sorriso que, antes, já havia aparecido quando a plateia acompanhou com palmas as batidas de "Autobahn" e o 3D de "Spacelab". Plateia satisfeita, músicos satisfeitos - um dos melhores shows de 2012.

Veja abaixo o repertório do show do Kraftwerk no Sonar São Paulo

"The Robots"
"Spacelab"
"Metropolis"
"The Man-Machine"
"Numbers"
"Computer World"
"Planet of Visions"
"Autobahn"
"Tour de France 1983"
"Tour de France 2003"
"Computerlove"
"Radioactivity"
"Trans Europe Express / Metal on Metal"
"Home Computer"
"Aero Dynamik"
"Boing Boom Tschak / Musique Non Stop"

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