Glória Pires: 'Lula, O Filho do Brasil foi vítima de preconceito'

Atriz está em Miami para apresentar o longa-metragem que conta a história de vida do presidente Lula

Valmir Moratelli, enviado a Miami (EUA) | 20/08/2010 10:18

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Foto: Mariana Vianna

Glória Pires durante o Brazilian Film Festival Miami

Ela participou de forma atuante na retomada do cinema nacional quando integrou o elenco de “O Quatrilho”. Glória Pires, mais recentemente, voltou a ter um destaque expressivo no cinema nacional, com sucessos de bilheteria na comédia “Se eu Fosse Você 1 e 2”, ao lado de Tony Ramos. Seu último filme nas telonas, “Lula – O Filho do Brasil”, chegou à boa marca de um milhão de espectadores. Ainda assim, ela acha que podia ter feito mais. Isso se não houvesse tanta rejeiçao à historia.

“O filme que eu fiz foi baseado numa historia linda, de superação, que era sobre um homem que vinha a ser presidente. E não unicamente um filme sobre o presidente”, diz.

Glória Pires conversou com o iG durante o Brazilian Film Festival Miami, que acontece até sábado (21), na cidade americana. Entre outras coisas, comentou também o ensaio de nudez que sua filha, Cleo Pires, fez neste mês de agosto. O que Glória garante é que jamais faria. “Nao é a minha”, diz.

Confira a seguir o bate-papo:

iG: Voce esperava pela quantidade de críticas que o filme “Lula – O Filho do Brasil” recebeu?
GLÓRIA:
As pessoas viram um outro filme que não era aquele que estava sendo exibido. O filme que eu fiz foi baseado numa história linda, de superação, que era sobre um homem que vinha a ser presidente. E não unicamente um filme sobre o presidente.

iG: A que se deveu isso tudo?
GLÓRIA:
Houve preconceito, acho que foi por aí. Foi um filme comentado por meses não apenas nos cadernos de cultura, mas nos de economia e política.

 

iG: Você faria uma campanha política?
GLÓRIA:
Näo, nunca fui disso. Não é a minha praia.

iG: Por quê?
GLÓRIA:
É estranho pensar assim, mas não sei te responder com muita classe. Acho que talvez não seja tão politizada a ponto de entender tudo exatamente como deveria. Não me sinto por dentro por demais do assunto, entende? Além de achar tudo isso muito difícil…

Foto: Mariana Vianna

Glória Pires: "Sempre tive um respeito imenso pela comédia"

iG: Seus dois outros recentes trabalhos no cinema - “Se Eu Fosse Você 1 e 2” – renderam ótima bilheteria. Você se descobriu comediante?
GLÓRIA:
Fiz pouca comédia, ou menos do que gostaria de fazer até o momento. Mas sempre tive um respeito imenso por este gênero. Antes de mais nada porque meu pai era comediante e sempre aprendi a gostar e perceber o quanto é dificil fazer rir.

iG: Voce gosta de ver televisão tanto quanto vai ao cinema?
GLÓRIA:
Não vejo muita televisão, não vejo nem novela, para ser sincera. E falando em humoristas, detesto estes programas de riso fácil, que colocam uma mulher pra ser repórter e arrotar na cara do sujeito ou o outro que se veste de mulher para esperar a gente na saída de uma festa…

iG: Programas como o “Pânico na TV”?
GLÓRIA:
Não vou citar nomes, porque nem sei direito o nome deles. Mas as pessoas sabem do que se trata. Prefiro o humor mais consciente, mais maduro, inteligente. Este sim deve ser valorizado.

iG: Sua filha Cleo Pires posou nua recentemente. Voce a apoiou nesta decisão?
GLÓRIA:
Não teria porque apoiar ou ser contrária a isso. Acho que é um trabalho que exige uma decisão de foro intimo.

iG: Voce nunca posou nua, apesar de já ter recebido inúmeros convites. Por quê?
GLÓRIA:
Não é a minha, nunca foi nem nunca será.

 

* O repórter viajou a convite da organização do Festival

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