Documentário de Bial sobre Mautner abre festival “É Tudo Verdade” no Rio
Por causa do BBB, o jornalista não conseguiu chegar a tempo para a exibição
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Ouça as todas músicas de Jorge Mautner
São retratados no documentário por meio de depoimentos, fotos e imagens raras de arquivo a infância dividida entre o Rio e São Paulo, a separação dos pais, a fase galanteador na adolescência, a amizade com Gilberto Gil e Caetano Veloso , a aproximação com a Tropicália e a relação carinhosa com a filha Amora Mautner.
Todos os pontos são costurados por canções de Mautner – entre elas, clássicos como “ Maracatu Atômico ”, “ Lágrimas Negras ” e “ Vampiro ” – interpretados por ele, Caetano Veloso ou Gilberto Gil. A trilha sonora, que no futuro será lançada em CD, deixa fãs satisfeitos e, aqueles que não conhecem a obra, ávidos por mais. Filmado em quatro dias, o documentário chama a atenção ainda pelo seu apuro estético, com uma direção de arte caprichada e luz e fotografia de encher os olhos do espectador.
Para o diretor Heitor D´Alincourt, aqueles que não conhecem Mautner se surpreendem com o personagem ao ver o documentário. Segundo ele, o rótulo de maldito, rejeitado pelo cantor, faz parte do passado.
“Hoje, o Jorge é muito mais palatável. As novas gerações o vêem de outra forma. Nos anos 70, o maldito era algo legal, um cara contestador. Mas, para a carreira das pessoas, isso não era bom. O mercado se fechava. O tempo foi tirando essa casca do Jorge. Hoje, ele é um ícone pop”.
O crítico Amir Labaki, idealizador e diretor do “ É Tudo Verdade ” abrir a edição carioca do evento com “Jorge Mautner – O Filho do Holocausto” e o lado paulistano da mostra com “Tropicália”, de Marcelo Machado, é um marco para o festival que chega a sua 17ª edição.
Por causa da reta final do Big Brother Brasil , Pedro Bial chegou ao evento quando a exibição já tinha acabado. O apresentador fez uma aparição ao vivo no reality show para a formação de um paredão e, assim que o programa acabou, saiu do Projac às pressas, mas não conseguiu chegar a tempo.
“Tinha conseguido um helicóptero, mas começou a chover e não consegui utilizá-lo. Estou muito triste. Já pensou estar ausente da sua própria noite de núpcias? Foi o que me aconteceu. Deitaram com minha noiva e eu não estava”, brincou o jornalista. “Mas essa noite é do Jorge. Tomara que o filme sirva para que as novas gerações, e as velhas também, entendam que tem o Jorge Mautner. Que ele está vivo, cheio de energia, fazendo. Se o filme fizer isso, já vai estar bom”, opinou Bial.