Sandy volta aos cinemas em filme de terror: "Chegava em casa diferente, quieta"

Por Luísa Pécora , iG São Paulo | - Atualizada às

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Ao lado de Antonio Fagundes e Marat Descartes, cantora divulga "Quando Eu Era Vivo" em São Paulo

"Quando Eu Era Vivo", filme de Marco Dutra que estreia nesta sexta-feira (31), chama a atenção por ser um raro longa de terror produzido no Brasil. Se o gênero já é uma aposta diferente, o mesmo pode-se dizer de um dos principais nomes do elenco: a cantora Sandy.

No filme, adaptação do romance "A Arte de Produzir Efeito Sem Causa", de Lourenço Mutarelli, Sandy interpreta Bruna, uma jovem estudante de música que aluga um quarto no apartamento de José (Antonio Fagundes). Os dois vivem em harmonia até a chegada do filho dele, Junior (Marat Descartes), um homem obcecado pela memória da mãe, uma adepta do ocultismo.

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Marat Descartes, Sandy, o diretor Marco Dutra e Antonio Fagundes . Foto: Caio Duran/AgnewsEquipe divulga 'Quando Eu Era Vivo' em São Paulo. Foto: AgNewsEquipe divulga 'Quando Eu Era Vivo' em São Paulo. Foto: AgNewsEquipe divulga 'Quando Eu Era Vivo' em São Paulo. Foto: AgNewsEquipe divulga 'Quando Eu Era Vivo' em São Paulo. Foto: AgNews

A cantora teve pouco tempo de preparação e apenas três ou quatro reuniões com o diretor, mas disse ter "mergulhado" no projeto e se dedicado quase que integralmente a ele nos 18 dias de filmagem. Apesar de definir o período como "divertido", ela contou ter levado o personagem para casa.

"Às vezes eu chegava e meu marido dizia que eu estava diferente, fechada", disse a cantora, durante entrevista coletiva sobre o filme realizada nesta segunda-feira (27) em São Paulo. "Querendo ou não, você entra naquele universo. Então, eu ficava mais quieta."

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Ela demonstrou incômodo quando uma jornalista afirmou que a personagem era muito parecida com ela (na pele de Bruna, a atriz canta bastante em cena). Sandy chegou a perguntar para Dutra o que ele achava do assunto, e concordou quando ele respondeu que as duas "têm pontos de contato", mas são diferentes.

"Temos em comum a área da música, mas não a personalidade. Ela é muito solitária, vive longe da família, e no começo do filme não está nem aí com a vida, não se envolve com a histórias dos outros", disse Sandy. "E ela também é mais jovem do que eu. Tive que me concentrar para não passar mais maturidade do que a personagem teria de ter”.

Terror nacional

Dutra citou os filmes de Brian DePalma como principais influências de "Quando Eu Era Vivo" e disse que tanto ele quanto a co-roteirista Gabriela Amaral Almeida são "apaixonados pelo cinema fantástico e de horror". 

Divulgação
Imagem do filme 'Quando Eu Era Vivo'

Almeida disse que o gênero "alegoriza dramas do dia a dia". "Para saber que tipo de filme de terror pode-se fazer no Brasil é preciso pensar sobre onde estão os medos dessa sociedade e como eles podem se transformar em alegorias", afirmou.

Para ela, o medo exposto no romance de Mutarelli é o da aproximação entre pai e filho. O autor, segundo os roteiristas, deu total liberdade de adaptação e inclusive aceitou o convite para fazer uma pequena participação em cena, interpretando um motorista.

Fagundes chamou a adaptação de "belíssima" e disse que não classificaria "Quando Eu Era Vivo" como filme de horror. "Vejo como um thriller psicológico que se encaminha para o terror porque fala de uma situação terrível, que é a incomunicabilidade daquela família."

Questionado sobre o motivo de fazer poucos filmes, Fagundes afirmou que sua agenda no teatro e na televisão o impede de se comprometer com trabalhos de muitos dias ou que exijam viagens. "Mas eu por mim faria três quatro filmes por ano."

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