Oscar para "Chicago" estimulou "renascimento" dos musicais

Por iG São Paulo |

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Academia fará homenagem especial ao gênero na cerimônia de 2013; veja os dez principais títulos da última década

Pegando carona no lançamento de "Os Miseráveis", que estreou na sexta-feira (1º) no Brasil, a cerimônia do Oscar 2013 fará uma homenagem especial aos musicais, gênero que, segundo a Academia, “teve um renascimento notável na última década”.

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Cena de 'Os Miseráveis', dirigido por Tom Hooper

Tal período se inicia em 2003, quando “Chicago” recebeu seis Oscar, incluindo melhor filme – a primeira vitória de um musical na categoria desde 1969. Desde então, o gênero ganhou fôlego em Hollywood, ainda que apenas um outro título, “Dreamgirls”, tenha sido premiado pela Academia.

Neste ano, “Os Miseráveis” tem oito indicações ao Oscar e um prêmio praticamente assegurado para Anne Hathaway na categoria de melhor atriz coadjuvante.

O iG selecionou 10 musicais que marcaram (para o bem e para o mal) a última década.

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Catherine Zeta-Jones em "Chicago"

"Chicago", de Rob Marshall (2002): Roxie Hart (Renée Zellweger) e Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones, vencedora do Oscar de atriz coadjuvante) são duas dançarinas que, mesmo após serem presas por assassinato, lutam para conseguir fama e dinheiro na corrupta Chicago dos anos 1920. Bem recebido pelos críticos, arrecadou mais de US$ 306 milhões em todo o mundo.

"O Fantasma da Ópera", de Joel Schumacher (2004): Gerard Butler e Emmy Rossum estrelam a versão cinematográfica do musical de Andrew Lloyd Webber, por sua vez baseado no romance do francês Gaston Leroux. Conta uma história de amor e ciúme que gira em torno de Christine, jovem integrante de um grupo teatral que ensaia na Ópera de Paris e é treinada pelo Fantasma, um gênio musical desfigurado. Massacrado pelos críticos, recebeu três indicações ao Oscar em categorias técnicas.

"Os Produtores", de Susan Stroman (2005): Nathan Lane e Matthew Broderick voltam aos célebres papéis que interpretaram na Broadway: Max Bialystock, um produtor teatral, e Leo Bloom, seu contador. Após mais um fracasso na carreira, os dois decidem ganhar dinheiro fazendo o pior musical do mundo. O filme ficou abaixo das expectativas de público e não conseguiu pagar seu orçamento de US$ 45 milhões.

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Cena de "Dreamgirls"

"Dreamgirls - Em Busca de um Sonho", de Bill Condon (2006): Baseado no musical da Broadway, conta a história de três jovens negras que vivem em Chicago e formam um trio pop de sucesso no início dos anos 1960. Apesar da presença da estrela Beyoncé Knowles no papel principal, quem rouba a cena é Jennifer Hudson, cantora eliminada do programa "American Idol" que ganhou o Oscar de ator coadjuvante em sua estreia no cinema.

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John Travolta em "Hairspray"

"Across the Universe", de Julie Taymor (2007): O filme tem apenas versões de canções dos Beatles - incluindo "Hey Jude", "I Am the Walrus" e "All You Need is Love" -, que embalam o amor de uma americana rica e um britânico pobre em meio à Guerra do Vietnã. Críticos ressaltaram a beleza visual do longa, mas não perdoaram os personagens clichês e os números musicais pouco inspiradores. Indicado ao Oscar de figurino.

"Hairspray - Em Busca da Fama", de Adam Shankman (2007): Sucesso de bilheteria e bem avaliado pela imprensa, acompanha a trajetória de Tracy Tumblad (Nikki Blonsky), uma menina gordinha que se torna celebridade com um programa de TV. Enquanto busca a fama, ela tem de lidar com a rival Amber (Brittany Snow) e a mãe Edna (John Travolta), que quer mandá-la para a escola católica.

"Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet", de Tim Burton (2007): Mais uma parceria entre o diretor de "Edward Mãos de Tesoura" e o ator Johnny Depp, que interpreta o personagem-título. Sweeney Todd é um barbeiro preso inustamente que, após sair da cadeia, coloca em prática seu plano de vingança. Sua parceira é Mrs. Lovett, vivida por Helena Bonham Carter. Indicado a três Oscars, inclusive ator para Depp, venceu na categoria direção de arte.

"Mamma Mia! - O Filme", de Phyllida Lloyd (2008): Fenômeno de bilheteria na Broadway, usa canções da banda sueca Abba para contar a história de uma jovem (Amanda Seyfried) que, prestes a se casar, decide que é o momento de conhecer seu pai. Ela então convida para a festa três ex-namorados de sua mãe (Meryl Streep, muito bem no papel) para pressioná-la a contar a verdade.

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Meryl Streep e Pierce Brosnan em "Mamma Mia!"


"Nine", de Rob Marshall (2009): Depois de mostrar talento em "Chicago", Marshall errou feio nessa história inspirada em "8 e meio", de Federico Fellini. Daniel Day-Lewis é Guido Contini, um cineasta em crise de identidade às voltas com sua mulher, sua amante, sua agente e sua mãe. O elenco cheio de estrelas - Marion Cotillard, Nicole Kidman, Kate Hudson, Penélope Cruz, Sophia Loren e Judi Dench - não segura o enredo fraco e números musicais vulgares. Apesar disso, recebeu quatro indicações ao Oscar, inclusive atriz coadjuvante para Cruz.

"Burlesque", de Steve Antin (2010): A cantora Christina Aguilera interpreta uma jovem do interior que tenta a sorte em Los Angeles. Contratada como garçonete de um teatro decadente administrado pela personagem da veterana Cher, ela pode ser o que faltava para devolver glamour ao local. Apesar dos clichês, faturou quase US$ 90 milhões nas bilheterias mundiais.

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