Brasil lamenta morte de Niemeyer: Dilma diz que País "perdeu um dos seus gênios"

Governador do Rio, Sérgio Cabral, decreta luto oficial por três dias no Estado. Para a ministra da Cultura, Marta Suplicy, arquiteto foi “gigante na arte, poesia e coragem” e “exemplo para a humanidade”

iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

EFE
Dilma beija Niemeyer, em em ato no Rio. Para ela, o Brasil "perdeu um dos seus gênios"

Políticos e personalidades do País lamentaram a morte do arquiteto Oscar Niemeyer , aos 104 anos, na noite desta quarta-feira (5) no Rio, por infecção respiratória, no Hospital Samaritano, em Botafogo (zona sul).

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O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, decretou luto de três dias no Estado pela morte de Niemeyer.

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Em nota oficial, a presidenta da República, Dilma Rousseff, citou que frase do arquiteto, para quem “a gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem”. De acordo com Dilma, “poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele”. Para a presidenta, “sua história não cabe nas pranchetas. Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva”.

Frases: 'Para mim o importante é a vida, onhecer as pessoas, haver solidariedade'

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Centro Cultural Oscar Niemeyer, na Espanha

Dilma elogiou sua defesa de “uma sociedade igualitária” e disse que, apesar de se autodeclarar pessimista, era “um símbolo da esperança”. “O Brasil perdeu hoje um dos seus gênios. É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida", afirmou a presidenta.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, divulgou nota da França, onde está em missão oficial, em que diz que "o Brasil acaba de perder um dos seus grandes. A genialidade de seus traços, a generosidade de sua alma e a firmeza de suas convicções fazem de Oscar Niemeyer um exemplo para a humanidade".

"Meu coração chora ao se despedir de um gigante na arte, poesia e coragem. Um homem que viveu na plenitude cada minuto de sua vida, com lado e posição e busca da beleza, da harmonia e justiça. A cidade de São Paulo deve a ele o seu mais bonito parque: o Ibirapuera. E, o mundo, a sua grandeza."

Para Sérgio Cabral (PMDB), governador do Estado de origem do arquiteto, "Oscar Niemeyer foi o maior arquiteto do Brasil. Um gênio da arquitetura mundial. Doce no trato, firme nas suas convicções e amado pelo povo brasileiro", declarou Cabral em nota.

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), também decretou luto oficial por três dias.

Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, afirmou em nota que "o Brasil perdeu o mestre que projetou o país no mundo, um gênio que desenhou as linhas do modernismo brasileiro".

Para Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, Niemeyer foi “um dos grandes gênios criadores” do Brasil para o mundo. “Sua obra dá testemunho inequívoco da criatividade, elegância e força do povo brasileiro. Niemeyer viveu uma vida muito intensa, caracterizada, inclusive, por uma militância política muito comprometida".

O senador Aécio Neves emitiu em comunicado: "Perdemos um dos mais importantes brasileiros de nossa história. Não há outras palavras para defini-lo: Niemeyer era simplesmente genial, talento puro, ousadia e inquietude e também inspiração permanente. No seu trabalho encontramos uma densa brasilidade, expressa pelo movimento, pelas curvas e a fortíssima presença do inédito, do inusitado em contraponto aos padrões e ao óbvio."

O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, descreveu o comunista como “um homem de convicções claras, que serviu ao seu país com os dons que tinha”, que “deixou marcas na arquitetura mundial” e “colocou seu gênio criativo a serviço do belo, também na construção de templos”.

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