Tempestade solar provoca espetáculo de luzes no céu

Aurora boreal pode ser vista durante a madrugada na cidade de Yellowknife, no Canadá

iG São Paulo |

A tempestade solar que parecia estar mais que foi mais fraca que o esperado voltou a pegar força nesta sexta feira, antes de tornar a se enfraquecer outra vez. No período de auge, foi a tempestade solar mais potente desde 2004, de acordo com o serviço de previsão de clima espacial americano.

A descarga de radiação solar causou poucos transtornos na rede elétrica, mas obrigou as companhias aéreas a desviar rotas em torno dos pólos e gerou imagens impressionantes de aurora boreal em algumas partes do mundo.

Um dos resultados do fenômeno foi um show de luzes da aurora boreal nesta madrugada na cidade de Yellowknife, no Canadá.

O fenômeno começou na noite de terça-feira com uma série de explosões no Sol, que lançaram partículas carregadas em grande velocidade para a Terra, mas a tempestade parecia se dissipar na quinta-feira, sem provocar os cortes de energia ou os problemas com os sistemas de navegação por satélite GPS, como se esperava.

As condições mudaram à noite, quando aumentou a intensidade da tormenta, que se elevou à categoria "forte" (G3) em uma escada de um a cinco, disse Bob Rutledge, chefe do departamento de previsões do clima espacial na Adminstração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

Leia também: Tempestade solar atinge a Terra mas não causa danos

De acordo com o sistema de previsão do clima espacial dos Estados Unidos mais tempestades espaciais estão por vir. A mesma área entrou em erupção novamente na noite desta quinta-feira (8). Espera-se que uma tempestade solar moderada atinja a Terra no sábado.

A labareda solar atingiu nível dois em uma escala de cinco e não foi tão grande quanto a erupção de terça-feira, mas se combinou a uma ejeção de massa coronal que, segundo Rutledge, se dirigirá para a Terra na madrugada de domingo.

"Vai afetar a Terra. Dirige-se diretamente para nós", disse.

"Achamos que isto poderia provocar uma intensidade de tempestade que pode alcançar novamente o nível G3. Não achamos que tenha a mesma intensidade sustentada que teve a tempestade que acaba de terminar", acrescentou.

As tempestades geomagnéticas e de radiação são cada vez mais frequentes à medida que o Sol evolui de seu período de mínima a máxima atividade nos próximos anos, mas as pessoas geralmente são protegidas pelo campo magnético da Terra.

No entanto, alguns especialistas estão preocupados porque, como a dependência da tecnologia de satélites GPS é maior do que durante o último máximo de atividade solar, poderia haver maiores transtornos na vida moderna.

*Com informações da AP e da AFP

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