Embora a Nasa tenha planejado a missão originalmente para três meses, o robô continua transmitindo dados do planeta vermelho

Opportunity foi lançado em 2003 para estudar o solo de Marte
Nasa
Opportunity foi lançado em 2003 para estudar o solo de Marte
O que era para ser uma missão de três meses se transformou em um trabalho que já dura oito anos em Marte. O jipe-robô Opportunity aterrissou na cratera marciana Eagle no dia 25 de janeiro de 2004, três semanas após o Spirit, que aterrissou do outro lado do planeta, na busca de sinais de água.

A Eagle, uma cratera que tem o tamanho do quintal de uma casa, foi onde o veículo explorador encontrou evidências de um ambiente úmido no passado.

Embora a Nasa tenha planejado a missão originalmente para três meses, os robôs continuaram transmitindo fotografias e dados do Planta Vermelho.

Durante a maior parte dos quatro anos seguintes, o Opportunity explorou crateras cada vez maiores e mais profundas, mostrando evidências de períodos úmidos e secos da mesma época que os sedimentos achados na cratera Eagle.

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Em meados de 2008, os pesquisadores deram novas instruções ao robô, que tomou rumo desde a cratera Victoria, de aproximadamente 800 metros, em direção à cratera Endeavour, de 22 quilômetros, algo que para os cientistas da Nasa foi como começar uma nova missão pela riqueza de dados obtidos.

"A Endeavour é uma janela a mais no passado de Marte", assinalou John Callas, diretor do programa de Robôs Exploradores de Marte do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena (Califórnia) em comunicado por ocasião do aniversário desta quarta-feira.

A viagem até Endeavour durou três anos e, para chegar até o objetivo, o Opportunity percorreu sobre o Planeta Vermelho 7,7 quilômetros durante o último ano, mais que em qualquer ano anterior, que, somados ao resto, fazem um total de 34,4 quilômetros.

Desde agosto, o Opportunity trabalha no Cabo de York, segmento da beira do Endeavour, onde teve acesso aos depósitos geológicos de um período anterior da história de Marte a qualquer dos examinados durante seus primeiros sete anos.

Os especialistas indicam que a mudança de rumo valeu a pena: "é como começar uma nova missão", disse Callas.

Em meio a esta bem-sucedida história, o Opportunity perdeu seu irmão gêmeo, o Spirit, cujas rodas atolaram nas areias marcianas. Apesar das tentativas da Nasa para salvá-lo, o Spirit perdeu contato com a Terra em março de 2010.

Em novembro do ano passado, a Nasa lançou a nova geração de robôs exploradores com o Curiosity, que leva em seu interior o Laboratório Científico de Marte (MSL), com dez instrumentos para buscar provas de um ambiente propício à vida microbiana, inclusive os ingredientes químicos da vida.

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