A Chevron Brasil anunciou nesta terça-feira (15) a redução significativa do vazamento de óleo que vem poluindo as águas do Atlântico desde semana passada e garantiu que o poço de petróleo danificado será selado e abandonado com a aprovação da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
De acordo com a ANP, o abandono do poço prevê, em primeiro lugar, o emprego de lama pesada para "matar" o poço e testar a eficácia dessa medida para estancar o vazamento. Em seguida, será usado cimento para vedar o poço de forma definitiva. Segundo o cronograma previsto, o vazamento do poço deverá estar controlado nos próximos dias.
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"As operações de controle foram bem-sucedidas e não há indício de fluxo de fluido no poço", diz um comunicado de imprensa emitido pela Chevron Brasil Upstream, que controla a jazida danificada.
O acidente ocorreu na terça-feira da semana passada em um dos poços do Campo de Frade, a 370 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, a uma profundidade aproximada de 1,2 mil metros.
A Chevron Brasil destaca ainda que, desde a noite de domingo, quando recebeu a aprovação da ANP, "deu início às operações de selamento e abandono de um poço de avaliação do Campo Frade que teria uma possível ligação com as exsudações de óleo que estão saindo do leito do oceano".
"Nos próximos dias, a empresa seguirá monitorando a situação durante o processo de selamento e abandono do poço, o que terminará na cimentação do mesmo", complementa o comunicado da petrolífera.
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Segundo a "Agência Brasil", a mancha do petróleo derramado alcançava nesta segunda-feira 163 quilômetros quadrados - aproximadamente metade da área da Baía de Guanabara - e fica a 120 quilômetros do litoral do município de Campos (RJ).
A "Agência Brasil" ressalta que 18 navios da Chevron e de outras empresas participam das tarefas de contenção e recolhimento do petróleo derramado. A companhia estima que o volume total do vazamento seja de 400 a 650 barris.
Na sexta-feira passada, a presidente Dilma Rousseff pediu uma investigação rigorosa sobre o vazamento.
A Chevron possui uma participação de 51,7% no Campo de Frade, a Petrobras tem 30% e o restante pertence ao consórcio japonês Frade Japão Petróleo.
O Campo de Frade conta com reservas estimadas entre 200 milhões e 300 milhões de barris de petróleo, segundo a Chevron, que começou a extração em 2009.
(Com informações da EFE)