Chevron avalia que mancha de óleo não cresceu e se afasta da costa

Companhia vai selar e abandonar o poço que teria dado origem ao vazamento

Valor Online |

A Chevron acredita que a mancha de óleo provocada por um vazamento no campo de Frade, na bacia de Campos, "continua dentro da mesma faixa informada anteriormente", entre 64 e 104 metros cúbicos ou 404 a 650 barris de óleo, a 120 quilômetros da costa de Campos dos Goytacazes, no norte do Rio de Janeiro.

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Segundo a Chevron, a mancha está se afastando da costa e deslocando-se para Sudeste. "As investigações sobre a origem e causa do óleo proveniente de exsudações no fundo do mar, nas proximidades das operações de perfuração no Campo Frade, progrediram significativamente", diz a nota divulgada hoje pela companhia.

Segundo a empresa, as investigações levaram a Chevron e os órgãos governamentais a suspeitar que um poço de avaliação que estava sendo perfurado no campo de Frade, na semana passada, teria ligação com as exsudações - vazamento diretamente do leito marinho - que estão causando a mancha na superfície.

"Esse poço de avaliação foi fechado na superfície, no dia 9 de novembro, como parte da medida de precaução que levou a Chevron a suspender temporariamente as atividades de perfuração no Frade", continua a petroleira. Agora, a companhia vai selar e abandonar o poço, atividades que envolvem uma série de etapas técnicas e ações que levarão à cimentação do poço na superfície.

"A Chevron Brasil continua monitorando as exsudações para avaliar o efeito do trabalho de abandono do poço. A equipe global de resposta a emergências ambientais está dando suporte à operação e a empresa continua trabalhando com os órgãos governamentais e os parceiros da indústria", conclui a empresa.

(Rafael Rosas | Valor)

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