Chevron afirma que volume do vazamento é de 2.400 barris de petróleo

Presidente da empresa, George Buck, nega estar usando método irregular de afundamento do óleo no mar

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

AE
Presidente da Chevron Brasil, George Buck, diz que empresa não usou reia para afundar petróleo
A Chevron anunciou nesta tarde que a estimativa de vazamento do Campo de Frade é de 2.400 barris de petróleo. A afirmação foi feita pelo presidente da empresa no Brasil, George Buck, em entrevista na sede da empresa no Rio de Janeiro.

“O volume estimado é de 2.400 barris de petróleo. Essa estimativa foi verificada pelos melhores experts da Chevron e também da Oil Spill Response, empresa especializada nesse tipo de atividade”, afirmou Buck. Segundo ele, a empresa “assume a total responsabilidade pelo vazamento”.

O presidente da Chevron Brasil contestou as afirmações da Polícia Federal e do governo do Estado de que a empresa estaria usando areia para afundar o petróleo, em vez de recolhê-lo. “Não usamos areia nem qualquer outro dispersor de petróleo, apenas os métodos aprovados pelo Ibama, de recolhimento e barreiras de contenção”.

Buck também disse que, do seu conhecimento, todos os funcionários estrangeiros da plataforma trabalham regularmente no País.

Situação do vazamento
Ele afirmou que, do momento em que a Chevron identificou o vazamento até a interrupção do fluxo, foram quatro dias. De acordo com Buck, o que se vê ainda hoje é “óleo residual”. Buck disse que hoje o vazamento é de menos de 20 barris por dia.

“Qualquer óleo na superfície é inaceitável para a Chevron, e faremos todo o possível para resolver este problema”, afirmou Buck.

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O presidente da empresa afirmou que há dois outros poços em funcionamento no mesmo reservatório e até agora não foi observado nenhum problema. Buck disse, ainda, que a Chevron está respondendo ao vazamento dentro das leis brasileiras.

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