Parque dos Atletas sedia os pavilhões de alguns dos países que participam da Conferência da ONU e atrai curiosos

O carro custa cerca de 200 mil reais
Fabrizia Granatieri
O carro custa cerca de 200 mil reais


Está no pavilhão do Japão, no Parque dos Atletas , a novidade que mais tem atraído a atenção dos curiosos visitantes da Rio+20 . É um carro, único exemplar em exibição no País, 100% elétrico. Igual a este modelo só se encontra no Japão, onde é fabricado em série, além de países como Estados Unidos, Canadá e Espanha.

O i-Miev está avaliado em R$ 200 mil. O valor um tanto salgado, entretanto, não afasta o público, que quer entrar para vê-lo bem de perto. O carro não possui escapamento, não polui e não faz barulho. Tem autonomia de até 180 km e baterias de íons de lítio, carregáveis em tomadas convencionais de 110v ou 220v.

Hiromi Tanaka, gerente automotivo da empresa responsável pela fabricação do veículo, explica à reportagem do iG que, no Japão, já existem em vários pontos os chamados “Quick Chagers”, que seriam o equivalente a postos de gasolina convencionais. Só que, neste caso, são garagens para abastecimento elétrico dos carros. “Em meia hora já é suficiente para que se tenha a bateria totalmente completa de novo”, explica Tanaka.

Parece um ventilador, mas é um gerador de energia eólica domiciliar
Fabrizia Granatieri
Parece um ventilador, mas é um gerador de energia eólica domiciliar


Novos ares

Imagine então ter em casa sua própria usina eólica portátil. Pois , de novo, vem do Japão a novidade tecnológica pensada para um mundo mais sustentável. O gerador de energia tem menos de dois metros de altura e pesa cerca de 17 quilos. Parece um ventilador de pé, desses que se tem em lugares fechados e amplos. O chamado “airdolphin” custa, no Japão, U$ 5 mil. Gera 4KW, o suficiente para abastecer uma casa de médio porte, de dois quartos e sala. Sua velocidade chega a 60m/s.

“O problema é que é preciso uma subestação de energia também casa para distribuir o que for gerado com o vento. Isso sai bem mais caro. O gerador também tem que ser colocado em quintal que tenha vento de qualidade, não é para qualquer lugar”, explica a engenheira japonesa Saito Haruka.

Mas não vêm só de fora as novidades tecnológicas do mundo verde. É brasileiro o modelo de ônibus que pode tornar o sistema brasileiro de transporte por coletivos um dos mais limpos do mundo. Lançado pela Coppe/UFRJ, durante a Rio + 20, o chamado “H2+2” é um veículo híbrido movido a energia elétrica.

Esta energia é produzida por uma pilha alimentada com hidrogênio e pela regeneração da energia cinética. Pretende-se que o modelo, criado para substituir os ônibus convencionais a diesel, já comece a rodar na Copa 2014.

O ônibus híbrido já deve entrar em operação para a Copa de 2014
Fabrizia Granatieri
O ônibus híbrido já deve entrar em operação para a Copa de 2014


Soluções italianas

Para mostrar ao mundo suas ações em prol do desenvolvimento sustentável, a Itália participa da Rio+20 sob responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente do País. No estande, são apresentadas soluções e projetos de cunho ambiental de empresas e entidades italianas.

As alternativas sustentáveis podem ser vista de fora do pavilhão, em sua estrutura. Elaborada com material reciclado, a entrada do estande é toda feita de bambus, enquanto as paredes laterais possuem 56 células fotovoltaicas que, desenvolvidas pela empresa Enel Green Power, gera 50% da energia consumida no espaço. No chão, uma foto de satélite realizada pela empresa Telespazio da Floresta Amazônica pode ser visualizada em toda a extensão do estande, e totens produzidos com papelão contêm televisores que reproduzem vídeos com propostas ecológicas de diversas empresas.

As paredes do pavilhão italiano possuem células fotovoltaicas
Fabrizia Granatieri
As paredes do pavilhão italiano possuem células fotovoltaicas


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