Conheça o histórico das conferências ambientais da ONU

A Rio+20 é apenas a quarta conferência das Nações Unidas em que se discute o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável

Alessandro Greco |

Reuters
Rio de Janeiro sedia Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável

Foram necessários quase 30 anos após a criação da Organização das Nações Unidas, em 1945, para que ocorresse a primeira Conferência Mundial sobre Homem e o Meio Ambiente em 1972. O local escolhido para o encontro foi Estocolmo, na Suécia. O encontro marca a primeira vez na qual se debateu em âmbito global questões como o tamanho da população do mundo, a poluição atmosférica e a o uso de recursos naturais. Nela 113 países e mais de 400 instituições governamentais e não governamentais abordaram temas como a chuva ácida e o controle da poluição do ar.

O resultado da Conferência foi uma declaração relacionada à preservação e uso dos recursos naturais. “A proteção e a melhora do ambiente é uma questão fundamental que afeta o bem estar das pessoas e o desenvolvimento econômico em todo o mundo...”, proclamava o item 2 da Declaração. O encontro ficou marcado também pela discordância entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. De um lado os desenvolvidos queriam diminuir as atividades mundiais de indústria por um tempo para reduzir a poluição. Do outro, os subdesenvolvidos queriam continuar com a industrialização pois dependiam dela para desenvolver o país e e melhorar sua situação socioeconômica.

Veja a cobertura completa sobre a conferência Rio+20 , que acontece em junho

ONU
1972 : Conferência Mundial sobre Homem e o Meio Ambiente aconteceu em Estocolmo

Foram necessários mais 20 anos até que ocorresse a segunda conferência sobre o tema em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, mais conhecida como ECO-92, no Rio de Janeiro. O encontro buscava conciliar desenvolvimento social e econômico com a conservação e proteção do ambiente. O tema, naquele momento, havia entrado na agenda dos principais chefes de Estado do mundo, e a conferência contou com a presença maciça deles. O principal resultado do encontro foi a Agenda 21, um programa de ações para o desenvolvimento sustentável para o século 21 assinado por 179 países. Durante o evento foram aprovados também dois acordos importantes: a Convenção da Biodiversidade que tem como objetivo conservar a biodiversidade, fazer uso sustentável de seus componentes e dividir de forma justa os benefícios gerados com a utilização de recursos genéticos, e a Convenção sobre Mudanças Climáticas que serviu de base para o Protocolo de Kyoto de 1997, que colocou metas de redução de emissão de gases do efeito de estufa.

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Em 2002, dez anos após a ECO-92, a ONU realizou a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em Joannesburgo, na África do Sul. Conhecida como Rio+10, o encontro tinha como objetivo rever as metas propostas pela Agenda 21 e trabalhar para implementar o que já estava em andamento. A expectativa era de que houvesse a definição de uma ação global que conciliasse o desenvolvimento econômico e social com a preservação do ambiente. Mas com os recentes atentados do 11 de Setembro, a conferência, no entanto, terminou por debater basicamente problemas de cunho social e frustrou as expectativas.

O quarto encontro mundial da ONU sobre meio ambiente, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a chamada Rio+20 tem a missão de definir os rumos do desenvolvimento sustentável nas próximas décadas em temas como segurança alimentar, economia verde, acesso à água, uso de energia, além de dar continuidade à agenda ambiental iniciada na Eco-92 há exatos 20 anos. A expectativa é grande.

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