Alternativa à Rio+20, Cúpula dos Povos já aquece os motores

Fórum alternativo de organizações da sociedade civil promete ser contraponto às discussões oficiais no Riocentro

iG São Paulo |

A Cúpula dos Povos, que receberá no Rio de Janeiro centenas de associações civis de todo o mundo para oferecer uma alternativa social à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, está finalizando os últimos preparativos .

O fórum alternativo será realizado por iniciativa de 200 organizações ambientalistas e movimentos sociais do mundo inteiro. Movimentos indígenas e de negros, mulheres e jovens também participarão, para lutar contra o mercantilismo e defender os bens comuns. O governo brasileiro é seu maior financiador, com 5 milhões de dólares.

O fórum, que pretende dar voz às organizações e camadas sociais que não estarão representadas nas reuniões de governantes da Rio+20, já tem praticamente pronto o acampamento que abrigará as atividades que se estenderão desde a próxima sexta-feira (15) até o dia 22. " Como esperamos pouco progresso para que os países membros se comprometam a reduzir suas emissões de CO 2 e preservar melhor a biodiversidade, a Cúpula dos Povos será o espaço que a sociedade terá para expressar seu descontentamento", disse Bazileu Alves Margarido, do Instituto Democracia e Sustentabilidade.

Vários operários davam hoje os últimos retoques às tendas, toldos, barracas de comércio na rua e estruturas provisórias que acolherão a Cúpula dos Povos e que já estão instaladas no Parque do Flamengo.

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A cúpula alternativa contará com cerca de 1,8 mil eventos, incluindo atividades autogestionadas, conferências plenárias e a Assembleia dos Povos, onde se elaborarão as propostas que constarão em um documento que será apresentado no dia 22, mesmo dia do encerramento da conferência da ONU. Duzentas experiências práticas, batizadas de "territórios do futuro" e já implantadas em diversos países, como o uso da energia solar, também serão apresentadas ao público.

Entre as atividades programadas está a Passeata das Mulheres, que acontecerá no dia 18 e outra "grande manifestação" pela justiça social e ambiental que será realizada dois dias depois no centro do Rio, detalhou Mauricio Thuswohl, porta-voz da organização. No dia 17 será realizada uma vigília "inter-religiosa", seguindo o exemplo de 1992 durante o Fórum Global que ocorreu de forma paralela à Cúpula da Terra, segundo o porta-voz.

Segundo os organizadores, a Cúpula dos Povos também será uma oportunidade para se fazer um balanço dos progressos registrados desde a Cúpula da Terra, em 1992, no Rio de Janeiro, quando a sociedade civil foi excluída dos debates.

(Com informações da EFE e AFP)

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