O Lovejoy, recém-descoberto, passou perto da superfície solar sem se desintegrar completamente

Imagem do SDO mostra o Lovejoy deixando a coroa do Sol, sobrevivendo a um encontro que poderia ter destruído o cometa
Nasa
Imagem do SDO mostra o Lovejoy deixando a coroa do Sol, sobrevivendo a um encontro que poderia ter destruído o cometa
Um pequeno cometa sobreviveu a um vento que os astrônomos tinham certeza que ia causar sua destruição: uma colisão com o Sol.

O cometa Lovejoy, que foi descoberto há apenas duas semanas, deveria ter se derretido na noite de quinta-feira (15), quando chegou perto de uma área do Sol na qual as temperaturas chegam às casas dos milhões de graus Celsius. Outros 2000 cometas já haviam feito a mesma trajetória, e nenhum deles sobreviveu.

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Mas astrônomos da Nasa que acompanhavam o Lovejoy em tempo real, com a ajuda de telescópios, viram a coroa do Sol se ondular quando o cometa chegou perto da estrela e depois acompanharam, chocados, uma mancha brilhante aparecer do outro lado. O Lovejoy havia sobrevivido.

“Fiquei impressionado ao vê-lo entrar no Sol e maravilhado quando o vi emergindo do outro lado”, disse o pesquisador Karl Battams, da Marinha dos Estados Unidos.

Mas o Lovejoy não saiu da sua quente aventura ileso. Apenas 10% do cometa – que seriam milhões de toneladas – sobreviveu ao encontro, disse W. Dean Pesnell, cientista do Observatório de Dinâmicas Solares (na sigla em inglês, SDO), que acompanhou o encontro do cometa com o Sol.

E ele perdeu uma coisa bastante importante: sua cauda. “Aparentemente, ela se quebrou e se manteve presa ao campo magnético solar”, dsse Pesnell.

Cometas circulam o Sol, e às vezes chegam perto demais dele. O Lovejoy chegou a 121 mil quilômetros de distância da superfície solar, de acordo com Battams. Para um objeto pequeno, descrito como uma bola de neve composta de gelo e poeira, o encontro seria fatal. Os astrônomos acreditam que isso não aconteceu porque provavelmente o cometa é maior do que supunham.

O gelo do cometa evaporava conforme ele chegava perto do Sol, “da mesma maneira que uma pessoa sua num dia de verão”, descreveu Pesnell. “Foi como passar um cubo de gelo perto de uma grelha”.

Pesnell disse que o cometa, embora descoberto no fim de novembro por um australiano, provavelmente é aparentado de um cometa que passou pela Terra a caminho do Sol em 1106. Por isso, as previsões dos astrônomos são de que o Lovejoy só volte a chegar perto do Sol daqui a 800 ou 900 anos.

(Com informações da AP)

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