Cientistas russos e sul-coreanos querem recriar o mamute

Equipes querem restaurar células-tronco de fósseis descobertos na Sibéria

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Modelo de um mamute, animal extinto durante a Era do Gelo
Cientistas russos e sul-coreanos assinaram um acordo nesta terça-feira (13) sobre uma pesquisa conjunta com o objetivo de recriar um mamute, animal que caminhou pela última vez na Terra há cerca de 10 mil anos.

O acordo foi assinado por Vasily Vasiliev, vice-reitor da Universidade Federal do Nordeste da República da Iacútia, e o controverso pioneiro da clonagem, Hwang Woo-Suk, da Fundação Sooam de Pesquisa em Biotecnologia, da Coreia do Sul.

Hwang era um herói nacional antes de seus estudos sobre a criação de células-tronco humanas serem falsificados em 2006. No entanto, seu trabalho na criação de Snuppy, o primeiro cão clonado, em 2005, foi analisado por especialistas.

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Pesquisadores de células-tronco estão agora voltando seus olhos para o extinto mamute, depois de o aquecimento global causar o degelo do permafrost (solo permanentemente congelado) na Sibéria e da descoberta de vestígios do animal.

A Fundação Sooam afirmou que lançaria uma pesquisa neste ano se a universidade russa puder enviar os fósseis. O Instituto de Genômica de Pequim também fará parte do projeto.

A fundação sul-coreana informou que irá transferir tecnologia para a universidade russa, que já se comprometeu com uma pesquisa conjunta com cientistas japoneses para trazer o mamute à vida.

"A primeira e mais difícil missão é a de restaurar as células do mamute", explicou outro pesquisador da Sooam, Hwang In-Sung, à AFP. Seus colegas se unirão a cientistas russos na tentativa de encontrar algum tecido bem preservado com um gene não danificado.

Ao trocar o núcleo de óvulos de um elefante pelos retirados das células somáticas do mamute, poderão ser produzidos embriões com o DNA do mamute e eles seriam implantados no útero de elefantes que servirão de barriga de aluguel, esclareceu.

A Sooam vai usar um elefante indiano para a transferência do núcleo. As células somáticas são células não-sexuais do corpo, como as de órgãos internos, pele, ossos e sangue.

"Será uma tarefa árdua, mas acreditamos que é possível porque nosso instituto é muito bom em clonar animais", declarou Hwang In-Sung.

Especialistas sul-coreanos já clonaram outros animais, como uma vaca, um gato, cães, um porco e um lobo.

Em outubro do ano passado, Hwang Woo-Suk apresentou oito coiotes clonados em um projeto financiado pelo governo provincial.

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