Relógio funciona como "termômetro" do "fim do mundo", segundo cientistas; com as farpas entre Trump e Kim Jong-un, e o interesse russo em armas nucleares, ponteiros marcam mesma posição que estavam na Guerra Fria

Presidente da  BAS diz que ajuste no Relógio do Juízo Final mostra que o mundo está cada vez mais perigoso e ameaçado
Reprodução/Youtube
Presidente da BAS diz que ajuste no Relógio do Juízo Final mostra que o mundo está cada vez mais perigoso e ameaçado

Conhecido por marcar – de maneira simbólica – quanto tempo falta para que a humanidade destrua o planeta Terra, o Relógio do Juízo Final ou Doomsday Clock recebeu ajustes nada positivos na última quinta-feira (25). De acordo com o Boletim de Cientistas Atômicos (BAS), os ponteiros foram adiantados em 30 segundos, deixando-o mais próximo da "meia-noite", horário representativo para o apocalipse .

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Os cientistas afirmaram que as mudanças no Relógio do Juízo Final ocorreram em função das ameaças nucleares mais recentes entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, além da ineficiência de ambos em lidarem com as alterações climáticas.

Desse modo, o relógio marca dois minutos para a meia-noite, mesmo horário registrado em 1953, auge da Guerra Fria, período em que os EUA e a União Soviética testaram bombas termonucleares. 

Para a presidente do Comitê da BAS, Rachel Bronson, assim como na Segunda Guerra Mundial, o mundo está cada vez mais perigoso e ameaçado. “Os principais atores nucleares estão no ápice de uma nova corrida armamentista, que será muito cara e aumentará a probabilidade de acidentes e percepções errôneas”.

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A culpa é  de quem?

Segundo o jornal Metro , os cientistas ainda apontam a ‘imprevisibilidade’ de Donald Trump e outros líderes mundiais que estão com "o dedo no botão nuclear". No ano passado, os estudiosos culparam Trump pela decisão de tocar o alarme acerca de um apocalipse iminente, que o levaram a ajustar o relógio em 30 segundos, aproximando-o da meia-noite.

Como medida preventiva para 2018, eles pediram para que o presidente diminua termos e declarações provocativas, principalmente em relação a líderes como Kim Jong-un.

Para a organização, a agressão russa e o seu interesse em armas nucleares também representam risco para o futuro da civilização. Neste quesito, a mudança climática foi ainda mais destacada como uma ameaça grandiosa. No entanto, pode ser remediada e é considerada possivelmente evitada por meio do impedimento da produção de gases de efeito estufa.

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Ativistas nucleares convidaram Trump e outros líderes mundiais a mostrarem alguma restrições no que se diz respeito ao uso de armas nucleares. Derek Johnson, diretor executivo do  grupo Global Zero, que faz campanha para a eliminação de armas nucleares alegou que o tempo em que Trump está no poder foi o suficiente para notar uma piora no planeta. "O anúncio do adiantamento do Relógio do Juízo Final deve servir como um alerta de urgência, que por sinal, pode ser o último que receberemos”, completa.

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