Segundo informações divulgadas pela Nasa, os buracos estão em uma região de alta atividade no Sol e são maiores do que o diâmetro do nosso planeta

O buraco, que apareceu na superfície do Sol, pode afetar a vida no planeta Terra
Reprodução/Nasa
O buraco, que apareceu na superfície do Sol, pode afetar a vida no planeta Terra


A Nasa divulgou, na última quarta-feira (12), que vários buracos foram encontrados na superfície do Sol. Como veiculou o portal "Daily Mail", especialistas explicaram que as fissuras são capazes de causar erupções solares, que podem afetar os sistemas de comunicação e criar tempestades de radiação.

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Os buracos têm mais de 120 mil quilômetros de extensão, podem ser vistos da Terra – por mais que não seja recomendado tentar observar o fenômeno – , e são resultado de uma série de interações magnéticas. Segundo o portal "Metro", as fissuras são comumente encontradas em regiões de intensa atividade magnética, e quando sua energia é liberada, pode causar erupções na superfície do  Sol




Batizado de AR2665, o grupo de buracos foi observado entre os dias 5 e 11 de julho,  e a Nasa explicou que  eles são “como sardas na superfície da estrela, os buracos parecem ser pequenas manchas, mas tamanho é algo relativo”, já que apenas o centro da maior das fissuras consegue ser maior do que o planeta Terra .

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A sonda "Solar Dynamics Observatory"

De acordo com a nota publicada no site da Nasa, os buracos foram flagrados pela sonda não-tripulada Solar Dynamics Observatory (SDO), que tem como objetivo "nos ajudar a entender a influência da estrela na Terra e nas regiões próximas ao nosso planeta estudando a atmosfera solar em pequenas escalas".

Para tal, os cientistas querem determinar como o campo magnético solar é estuturado. Além disso, os pesquisadores querem desvendar como a energia magnética é convertida em "vento solar", um agrupamento de partículas que emanam do corpo celeste, que é lançado na heliosfera (área sob influência das atividades do Sol) e no geoespaço (região do espaço próxima à Terra).

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