Coração de Ricardo Coração de Leão é analisado 800 anos após morte do rei

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Pesquisadores afirmam que ingredientes usados para embalsamamento o órgão devem ter sido inspirados em textos bíblicos

Getty Images
Ricardo Coração de Leão recebeu o apelido por causa de sua coragem e liderança durante a Terceira Cruzada

Uma equipe francesa analisou os restos mortais do coração do rei Ricardo I, morto em uma batalha em Châlus, na França em 1199. Os pesquisadores afirmam que o estudo do material deu várias informações sobre como era feito o embalsamamento no período.

O rei da Inglaterra recebeu o apelido de Ricardo Coração de Leão por causa de sua fama de corajoso guerreiro e líder militar. O monarca foi comandante dos cristãos durante a terceira cruzada, quando derrotou o líder islâmico Saladino.

De acordo com práticas da época, as vísceras foram enterradas em Châlus. O coração foi embalsamado separadamente e enterrado em um caixão na catedral de Rouen, a 530 quilômetros de distância do local da morte do monarca. O restante do corpo foi enterrado em Abadia de Fontevarud.

Os pesquisadores do Hospital Universitário de Raymond Poincaré descobriram que o coração de Ricardo I foi envolto em linho com hortelã, franquincenso, creosoto, mercúrio e possivelmente cal. A equipe acredita que o material usado no embalsamento tenha sido inspirado em textos bíblicos.

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“O objetivo de usar estes matérias de conservação era permitir a conservação no longo prazo dos tecidos e um cheiro semelhante ao de Cristo, comparável ao odor de uma santidade” afirmou equipe de pesquisadores em artigo publicado no periódico científico Scientific Reports.

Philippe Charlier
Imagem mostra os restos mortais e o coração mumificado de Ricardo Coração de Leão


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