Meteorito marciano rico em água é descoberto no Saara

Por iG São Paulo |

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Rocha espacial é a segunda mais antiga já encontrada pelos cientistas

AP
NWA 7034: raro meteorito, apelidado de "Beleza Negra", é rico em água

Uma rocha de Marte que caiu sobre o deserto do Saara está chamando a atenção da comunidade científica por suas características incomuns, segundo um estudo de um ano divulgado nesta quinta-feira (3).

O meteorito não é só mais antigo dos que os que costumam chegar à Terra, mas também contém mais água. A pedra, do tamanho de uma bola de baseball, é muito semelhante ao material geológico da superfície marciana analisado pelos jipes-robôs Spirit e Opportunity, da Nasa.

"É um pedaço de Marte que posso segurar nas mãos. É muito empolgante," afirmou Carl Agee, da Universidade do Novo México, que liderou o estudo publicado na edição desta semana no periódico científico Science.

A maior parte das rochas espaciais que caem na Terra são de material proveniente de asteroides, mas algumas são originárias da Lua ou de Marte. Os cientistas acreditam que um asteroide se chocou contra Marte, deslocando rochas que se fragmentam e são mandadas ao espaço. De vez em quando, uma delas acaba na Terra, e são objeto de estudo.

Cerca de 65 meteoritos marcianos foram descobertos na Terra, a maior parte na Antártida ou no Saara. Os mais antigos têm cerca de 4,5 bilhões de anos, quando o planeta era mais quente e úmido. Cerca de meua dúzia deles têm 1,3 bilhão de anos e o resto têm 600 milhões de anos ou menos.

O meteorito do artigo da Science, conhecido como NWA 7034 e apelidade de "Beleza Negra", foi doado à universidade por uma americano que o comprou de um negociante marroquino no ano passado.

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A longa jornada de um meteorito marciano

Os pesquisadores fizeram uma série de exames no meteorito e confirmaram sua origem. Sua idade está estimada em cerca de dois bilhões de anos e com isso, é o segundo meteorito marciano mais antigo conhecido pelos cientistas. As descobertas aumentam as provas que no planeta já existiram bolsões de água perto da superfície, em um período em que Marte já era um planeta seco. Outras análises vão determinar por quanto tempo a rocha voou pelo espaço e há quantos anos ela esteve no Saara.

(Com informações da AP)

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