Cabelo moicano de engenheiro de jipe da Nasa vira hit na Internet

Twitter de Bobak Ferdowsi, californiano de 32 anos, ganhou 44 mil fãs e muitas propostas de casamento

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Cabelo de Bobak Ferdowsi, de 32 anos, foi tingido de vermelho e azul e enfeitado com listas e estrelas alusivas à bandeira dos Estados Unidos

Entre dezenas de cientistas que lotavam o centro de controle da Nasa durante o espetacular pouso do jipe Curiosity em Marte, nenhum chamou tanto a atenção dos telespectadores quanto Bobak Ferdowsi e seu cabelo moicano.

O cabelo espetado do bonitão de 32 anos virou sensação instantânea na Internet, contribuindo involuntariamente para divulgar a missão da Nasa junto ao público e, talvez, atraindo jovens para uma futura carreira científica.

O californiano, pós-graduado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), trabalha há nove anos na Nasa, sempre usando penteados exóticos nas grandes missões e projetos, o que virou uma espécie de talismã.

Para o pouso da Curiosity, na madrugada de segunda-feira (horário do Brasil), seu penteado foi motivo de votação entre seus colegas do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena. Ganhou o modelo moicano tingido de vermelho e azul e enfeitado com listas e estrelas alusivas à bandeira dos Estados Unidos.

Com a propagação dos "memes" com a sua imagem, sua conta do Twitter ganhou 44 mil fãs e muitas propostas de casamento. No Tumblr, surgiu um blog chamado "A Nasa precisa de mais moicanos".

Ferdowsi se disse chocado com tanta atenção.

"Não percebi que nosso pouso seria uma coisa tão assistida. Fico feliz pelo fato de as pessoas terem ficado tão animadas por assistir àquele pouso quanto eu. Mas acordar na manhã seguinte e descobrir que toneladas de pessoas passaram a se interessar por mim, ou achar que eu sou uma cara nova na Nasa, é uma loucura", disse ele à Reuters.

Como parte da equipe que acompanhou as últimas horas da viagem do Curiosity até Marte, Ferdowsi e seus colegas pouco tinham a fazer senão torcer pelo sucesso do complexo pouso, que foi totalmente autoguiado.

Uma das últimas tarefas do engenheiro antes da entrada do jipe na atmosfera foi enviar sinais que reorientaram o equipamento, preparando-o para entrar na tênue atmosfera marciana a uma velocidade supersônica.

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O pouso e a comemoração da equipe foram transmitidos para o mundo todo, e desde então a fama de Ferdowsi tem motivado brincadeiras de seus colegas.

"Eu não trabalharia aqui se achasse que era a Nasa chata do passado. Ainda somos nerds e geeks aqui. Sem dúvida. Mas estamos um pouco mais confortáveis por nos expressarmos."

(Reportagem de Piya Sinha-Roy)

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