Decisão da Justiça para a reintegração de posse foi decidida no fim do ano passado, mas moradores realizam protestos

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Um grupo de moradores da localidade Pinheirinho, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, fizeram uma manifestação na manhã desta sexta-feira contra a reintegração de posse do terreno. 

Moradores usam até cães para mostrar que são contra a ação de reintegração de posse
AE
Moradores usam até cães para mostrar que são contra a ação de reintegração de posse
Segundo a prefeitura, o local foi invadido em 2004, e um cadastramento feito em 2010 mostra que 1.577 famílias moram no acampamento. No total, são 5.500 pessoas. O terreno, segundo a prefeitura, pertence à massa falida da empresa Selecta, do grupo de Naji Nahas, que entrou com o processo para a retirada das famílias no momento da invasão. 

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A decisão da Justiça para a reintegração foi decidida no fim do ano passado, segundo a Prefeitura, que também não informou qual a data determinada pela Polícia Militar para a reintegração. 

Na manhã de hoje, um grupo com representantes do acampamento se reuniu com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil e de lideranças sindicais para tentar definir o futuro dos moradores da área. A liderança do movimento vem fazendo manifestações contra a retomada do imóvel, inclusive dentro do saguão da prefeitura. Ontem, o protesto foi feito no bairro, segundo a prefeitura. 

Com máscara e capacetes, moradores improvisaram barricadas no terreno
AE
Com máscara e capacetes, moradores improvisaram barricadas no terreno
De acordo com o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), representantes de 18 sindicatos, além de movimentos sociais, partidos políticos e entidades estudantis, participaram de um ato em solidariedade ao Pinheirinho que aconteceu na manhã de hoje, em frente à ocupação. Cerca de 500 moradores também participaram da manifestação. 

Além do ato de hoje, os sindicatos farão mais ações de apoio, segundo o PSTU. Nesta sexta-feira, haverá uma série de mobilizações simultâneas nas fábricas, para pedir apoio dos trabalhadores contra a desocupação, e uma vigília na OAB. No sábado, haverá uma agitação com panfletagem na Praça Afonso Pena. Foram confeccionados 20 mil adesivos e 50 mil panfletos em apoio à resistência do Pinheirinho.

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