Justiça reavalia e cassa liminar que mantém Center Norte aberto

Mesmo juiz que aceitou liminar que impedia o fechamento do shopping voltou atrás na tarde desta terça-feira em São Paulo

iG São Paulo |

O Tribunal de Justiça de São Paulo reconsiderou a decisão de manter o shopping Center Norte funcionando e cassou a liminar que permitia que o estabelecimento continuasse aberto . A nova decisão foi tomada na tarde desta terça-feira pelo juiz Emílio Migliano Neto, o mesmo que na última quinta-feira havia concedido o direito de abertura do shopping.

Por meio de uma nota de esclarecimento, a direção do shopping Center Norte informou que não vai abrir nesta quarta-feira, 5, e que pretende concluir o "mais rapidamente possível" as obras de implantação de todo o sistema de mitigação dos gases.

Leia também: Center Norte corre risco de explodir, afirma Cetesb

AE
Center Norte é segundo maior shopping de São Paulo em movimentação

Agora, cabe à Prefeitura de São Paulo, que entrou ontem na 7ª Vara da Fazenda Pública com recurso contra a liminar, exigir novamente o fechamento do shopping . Em nota, a prefeitura afirma que "determinou que técnicos e fiscais tomem as providências cabíveis" e ressalta sua preocupação com a segurança dos consumidores, lojistas e trabalhadores. De acordo com a assessoria de imprensa, o local pode ser fechado a qualquer momento, depois que os técnicos avaliarem o melhor momento para isso.

A prefeitura havia pedido a interdição do local por causa da existência de gás metano acima do permitido. De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), há risco de explosão.

O Center Norte é segundo maior shopping de São Paulo em movimentação, por onde passam 80 mil pessoas diariamente, de segunda a sexta-feira, e 120 mil nos finais de semana, foi construído em cima de um lixão em 1984.

Histórico do problema

De acordo com a Câmara Municipal de São Paulo, o desentendimento da Cetesb com a administração do shopping Center Norte teve início em 2003, quando foi feita a primeira vistoria no local a pedido da, na época, Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava a responsabilidade por contaminação e o passivo ambiental na cidade.

Os vereadores e técnicos questionavam a eficácia dos respiros instalados para a eliminação do gás metano na área do estacionamento e nas calçadas do lado externo do shopping. O gás é consequente da construção ter sido feita em terreno onde funcionava um depósito de lixo.

A Câmara informa que a Cetesb, em 2004, avaliou que “os poucos dados disponíveis e levantados não possibilitaram uma conclusão definitiva a respeito da contaminação da área”. Outras vistorias feitas em 2010, no entanto, apontaram a área como local de concentração de metano.

Reprodução

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