Ex-jogador acusado de matar ex-mulher é condenado

Janken Ferraz Evangelista foi condenado a 22 anos de prisão. Ele é acusado de matar Ana da Silva em 2008

iG São Paulo |

AE
Ex-jogador Janken Evangelista é condenado a 22 anos de prisão
O ex-jogador de futebol Janken Ferraz Evangelista, acusado de matar a facadas sua ex-esposa, Ana Cláudia Melo da Silva, foi condenado a 22 anos de prisão. O julgamento terminou às 19h50 desta quarta-feira, depois de quase 30 horas divididas em três dias .

O Conselho de Sentença negou a absolvição de Evangelista e a alegação da defesa de que o réu teria agiu com “excesso culposo” após ter sido provocado pela vítima. Os jurados consideraram que o ex-jogador cometeu um homicídio triplamente qualificado - por motivo torpe, já que pretendia ter a guarda do filho; meio cruel, por ter dado inúmeras facadas na ex-mulher e não ter dado à vítima possibilidade de defesa.

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Evangelista também foi condenado por ter furtado o celular da ex-mulher. Ele foi condenado a 21 anos de prisão pelo homicídio triplamente qualificado e a um ano e dez dias-multa pelo furto. O juiz Marcelo Augusto Oliveira negou o direito de o acusado recorrer em liberdade “por ser o homicídio praticado pelo réu considerado hediondo, e tendo em vista que a soma das penas ultrapassa o limite de oito ano”.

O caso

O crime ocorreu em março de 2009, no apartamento da vítima, no bairro Jardim da Saúde, zona sul da capital paulista. "O crime não é passional, é de vida ou morte; ele matou para não morrer", afirma o advogado de defesa, Mauro Nacif.

O casal havia acabado de retornar do jogo entre Corinthians e Santos. Janken atacou a ex-namorada, contra a qual desferiu 14 facadas, após ver, no celular de Ana, uma ligação feita pelo goleiro do Santos na época, Fábio Costa, e recados de outros jogadores de futebol. Ele queria ver o torpedo recebido por Ana. Ambos foram para a cozinha e lá começaram as agressões físicas de ambas as partes. De acordo com a defesa, foi a vítima quem tirou da gaveta do armário da cozinha a faca com a qual seria morta.

Após o crime, segundo a polícia, o ex-jogador confessou que a matou por ciúmes. Janken teria, ainda, fugido com o filho do casal após matar Ana Cláudia. Ele ficou foragido durante três dias e acabou sendo encontrado nas proximidades da casa da mãe, no sul da Bahia. Já a defesa do acusado alega de que no dia do crime Ana Cláudia teria tentado agredir o ex-jogador com uma faca.

A Justiça de São Paulo decidiu em 2009 que o ex-jogador iria a júri popular . Depois de mais de 13 horas de audiência, na capital paulista, ficou decidido que Janken seria julgado por homicídio triplamente qualificado - que envolve motivo torpe, meio cruel, e não dar chance de defesa à vítima.


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