Segundo a SPTrans, motoristas impediram a circulação de ônibus e fecharam a saída de veículos de quinze terminais

Motoristas e cobradores paralisaram as atividades e realizaram bloqueios em terminais de ônibus em São Paulo. Segundo a SPTrans, empresa municipal que administra o transporte público na cidade, quinze terminais estão bloqueados: o da Barra Funda e o Expresso Tiradentes. Os terminais de ônibus Amaral Gurgel, Barra Funda, Bandeira, Butantã, Casa Verde, Lapa, Mercado, Parque Dom Pedro, Pinheiros, Pirituba, Princesa Isabel, Sacomã, Santana, Vila Nova Cachoeirinha e Varginha. Principalmente na zona oeste e centro se repetem as cenas de filas de ônibus estacionados nas principais avenidas.

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A paralisação de motoristas e cobradores somada a uma manifestação de professores municipais no centro de São Paulo provocaram o maior congestionamento do ano na cidade. Por volta das 19h, o congestionamento alcançou 261 quilômetros (km) em São Paulo, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A média para o horário costuma ficar entre 105 km e 139 km. Até então, o maior congestionamento havia sido registrado no dia 17 de abril, véspera do feriado prolongado da Páscoa: 258 km de engarrafamento, às 17h30.

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O Sindicato dos Motoristas de São Paulo informou que o protesto é organizado por um grupo insatisfeito com a proposta aceita pela categoria, em assembleia realizada ontem. A proposta patronal prevê aumento salarial de 10%, R$ 850 de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), aumento de R$ 16,50 no vale alimentação e 180 de licença maternidade, além de reconhecimento de insalubridade. Há informações de que motoristas e cobradores da Viação Gato Preto, Sambaíba, Via Sul, Vip fazem parte da manifestação. A SPTrans, não informou o número de ônibus e de passageiros afetados.

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Segundo a viação Santa Brígida, que atua principalmente no centro da capital paulista, alguns manifestantes tomaram as chaves de veículos da empresa e furaram os pneus de ônibus para impedir que eles deixassem os terminais. A empresa informou que está tentando negociar com sindicatos e manifestantes, mas disse que ainda não há previsão de retorno à normalidade do sistema de transportes.

Por meio de nota, a SPTrans informou ter acionado a Polícia Militar e que vai solicitar ao Ministério Público a apuração de responsabilidade pelas ações. “A SPTrans repudia com veemência os fatos ocorridos, como a retirada de chaves dos coletivos, impedindo sua circulação, considera os atos sabotagem ao sistema e irá agir com o rigor necessário à apuração e punição dos envolvidos e responsáveis”.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), desde o início da manhã de hoje, motoristas e cobradores também bloqueiam várias vias do centro da capital, como o Largo do Arouche, Avenida Rio Branco e Viaduto Pacaembu. A Polícia Militar não soube informar mais detalhes sobre o protesto, como o número de manifestantes. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) disse que está buscando negociar com os manifestantes.

* Com informações da Agência Brasil

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