Justiça manda soltar mãe do menino Joaquim

Por Agência Estado |

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Esta é a segunda vez que Natália Ponte consegue sair da prisão. Ela tinha sido detida no último sábado (4)

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O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu nesta sexta-feira (10) habeas corpus para a mãe de Joaquim Ponte, morto aos 3 anos em novembro, em Ribeirão Preto (SP). A psicóloga Natália Mingone Ponte vai deixar a Penitenciária de Tremembé na segunda-feira (13). Ela é acusada de omissão por deixar o filho com o padrasto Guilherme Raymo Longo, apontado pela Polícia Civil como responsável por matar a criança.

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Mãe de Joaquim lia e fumava sem parar, dizem funcionários de cadeia

Piton/Futura Press
Natália Ponte, Mãe de Joaquim, na primeira vez em que deixou a cadeia

Esta é a segunda vez que Natália consegue sair da prisão. Ela foi presa no último sábado (4) por odem da Justiça. Na primeira passagem pela cadeia, a mãe de Joaquim ficou 31 dias encarcerada. Funcionários contaram que Natália quase não falava, ficava direto debruçada nos livros com o cigarro aceso para acompanhar. 

Denúncia

O promotor Marcus Tulio Alves Nicolino entregou na última quinta (2) à Justiça a denúncia contra o padrasto e a mãe do menino Joaquim. O técnico em informática Guilherme Raymo Longo, de 28 anos, foi denunciado por homicídio triplamente qualificado. Para a polícia e a Promotoria, Longo matou a criança dentro da casa da família, no Jardim Independência, com uma superdosagem de insulina. Depois, segundo a denúncia, jogou o corpo no Córrego Tanquinho, localizado a cerca de 200 metros de distância. O córrego deságua no Ribeirão Preto, que é afluente do Rio Pardo, onde o corpo de Joaquim foi encontrado cinco dias depois de a família ter comunicado o seu desaparecimento à polícia.

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Já a psicóloga Natália Mingoni Ponte, de 29 anos, foi denunciada por omissão. Para o promotor, embora a mãe não tenha participado do crime, ela foi omissa enquanto morava com Longo porque sabia de seu comportamento agressivo e do ciúme que ele tinha da criança, por ser filho de um relacionamento anterior. A Promotoria também pede que ambos fiquem presos preventivamente até o julgamento da ação.

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