Com disputa entre manifestantes, São Paulo leva 100 mil a ato de comemoração

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Movimento que organizou as passeatas afirmou que esse foi o último protesto na capital paulista pela redução das passagens. Mas o MPL diz que luta pela tarifa zero vai continuar

A capital paulista teve nesta quinta-feira (20) a sua maior manifestação pela queda do preço da passagem do transporte público. Cerca de 100 mil pessoas, segundo a estimativa da Polícia Militar, passaram pela avenida Paulista no ato em comemoração à conquista da revogação do aumento. Tirando um confronto inicial entre manifestantes pertencentes a partidos políticos e contra eles, o protesto pacífico foi o último motivado pela aumento da passagem, segundo o Movimento Passe Livre (MPL), que organizou os sete atos.

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Manifestantes criticam Pelé após declaração polêmica: "Eu calaria" . Foto: Carol MartinsRonaldo também foi alvo de protesto: "Gol contra". Foto: Carol MartinsPopulação caminha pela Avenida Paulista em protesto na capital. Foto: Futura PressJovens protestam contra a PEC 37 . Foto: Carol MartinsIrmã Fátima participou da manifestação com um time de irmãs: 'Estou aqui porque sou brasileira, estou aqui pelo amor, para colocar para fora todo o medo'. Foto: Iran GiustiA muçulmana Sarah Ghuraba, 25, foi à manifestação com amigas. Foto: Iran GiustiManifestante com a bandeira do Brasil em sétimo dia de protestos em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes protestam contra o Pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara . Foto: Futura PressManifestantes rasgam bandeira do PT durante protesto na Avenida Paulista. Foto: Futura Press"Vândalo, você não nos representa", diz cartaz em manifestação de SP. Foto: Futura PressManifestação reúne milhares de pessoas em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes caminham na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Futura PressCartazes pedem fim da PEC 37 que limita poder de investigação do Ministério Público. Foto: Futura PressJovem fica ferido em confronto entre manifestantes com partido e sem partido . Foto: Ricardo GalhardoManifestantes durante sétimo dia de protestos em SP. Foto: Futura PressMultidão toma conta da Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes comemoram revogação do aumento da tarifa do transporte público que voltou a custar R$ 3. Foto: Futura PressO biólogo José Henrique Lemos, de 54 anos, filiado ao Psol, discutiu com manifestantes que queriam impedir que bandeiras fossem erguidas. Foto: Renan TruffiManifestantes no início do sétimo dia de protestos na capital paulista. Foto: Futura PressO ambulante Hugo Valentino aproveitou para vender camisetas com mensagens de "Fora Dilma" e "Joaquim Barbosa - Presidente do Brasil". Cada uma custa R$ 20. Foto: Vitor SoranoManifestantes pedem fim de corrupção. Foto: Futura PressSão Paulo enfrenta sétimo dia de manifestações. Foto: Futura PressGrupos de manifestantes com partido e sem partido chegaram a discutir em vários pontos da avenida. Foto: Renan TruffiManifestantes pedem impeachment de governantes. Foto: Futura PressManifestação interditou os dois sentidos da via. Foto: Futura PressPoliciais observam a manifestação na capital. Foto: Futura PressManifestação na frente da Estação do Metrô Santana. Foto: Futura Press

"A manifestação cumpriu sua obrigação que era de comemorar a queda da tarifa. Essa é a ultima manifestação contra o aumento da tarifa. Mas o MPL vai continuar lutando pela tarifa zero", disse Lucas Monteiro, de 29 anos, integrante do grupo.

A manifestação ocorreu em sua maior parte com tranquilidade. Segundo a PM, apenas um incidente grave ocorreu durante a passeata: um conflito entre membros de partidos políticos e outros grupos, liderados especialmente um grupo supostamente de extrema direita. Uma pessoa saiu ferida e foi socorrida pela PM. Além disso, uma pessoa foi presa com coquetel molotov, na rua Bela Cintra, e outras duas presos acabaram detidas por pichação na alameda Itu. 

Veja abaixo imagens dos integrantes do PT sendo hostilizados:


Na avenida Paulista, a manifestação se dividiu em alguns blocos distintos: Em um deles, as pessoas hostilizam e protestam contra partidos políticos, a corrupção e gastos excessivos para as obras da Copa do Mundo. Os ativistas desse grupo gritam palavras de ordem contra a presidenta Dilma Rousseff, o prefeito Fernando Haddad, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles pedem mais recursos para a educação e saúde.

Ricardo Galhardo
Jovem fica ferido em confronto entre manifestantes com partido e sem partido

A manifestação do segundo grupo, encabeçado pelo Movimento Passe Livre (MPL), partidos políticos e movimentos sociais foi encerrada na praça Oswaldo Cruz. Nesse grupo estavam os movimentos estudantis, membros de partidos como o PSTU, o PSOL e o PT, o movimento gay e a Central de Movimentos Populares.

A avenida Paulista continuou tomada até o fim da noite. Parte dos ativistas se deslocou até a Câmara dos Vereadores, na região central da cidade. Outro grupo fechou a avenida 23 de Maio, e marchou até a Assembleia Legislativa do Estado. Após as manifestações, 

A manifestação foi convocada pelo Movimento Passe Livre (MPL) e comemora a revogação do aumento nas tarifas do transporte público na capital e lembra das pessoas que seguem presas ou sofrendo processo criminal devido às manifestações.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o governador Geraldo Alckmin anunciaram nesta quarta-feira (19) a revogação do aumento das tarifas do transporte público. Com isso o valor passa de R$ 3,20 para R$ 3. A decisão vale para ônibus que circulam dentro do município, trens e metrô. Apesar de a revogação já estar valendo, há a necessidade de um período de até cinco dias para que os leitores de passagem sejam ajustados.


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