Protesto em São Paulo se divide entre passeata pacífica e atos de vandalismo

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Com os rostos cobertos, grupo que ficou no centro tentou invadir a prefeitura, botou fogo em van de TV, depredou e saqueou lojas; maioria que foi para a Paulista fez trajeto traquilo

O sexto protesto convocado pelo Movimento Passe Livre em frente à Catedral da Sé, na região central de São Paulo, nesta terça-feira (18), terminou com um pequeno grupo de manifestantes colocando fogo em uma van da TV Record, depredando e saqueando lojas. Pelo menos 56 foram detidos por saques e atos de vandalismo. Após a concentração na Sé, à tarde, a marcha se dividiu e o grupo maior seguiu para a avenida Paulista, onde o trajeto seguiu sem qualquer ocorrência. A manifestação reuniu cerca de 50 mil pessoas, segundo o instituto Datafolha. Ontem, mais de 60 mil foram às ruas na capital paulista.

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Policiais em frente a Prefeitura de São Paulo durante protesto contra o aumento das passagens em São Paulo . Foto: Futura PressFotos internas da Prefeitura de São Paulo, após tentativa de invasão. Foto: Paulo Pinto/SecomFotos internas da Prefeitura de São Paulo, após tentativa de invasão. Foto: Paulo Pinto/SecomFotos internas da Prefeitura de São Paulo, após tentativa de invasão. Foto: Paulo Pinto/SecomManifestantes em frente ao carro incendiado da Rede Record. Foto: Futura PressManifestantes saqueiam e depredam agência do Banco Itaú. Foto: Futura PressManifestantes saqueiam e depredam agência do Banco Itaú. Foto: Futura PressManifestantes saqueiam e depredam agência do Banco Itaú. Foto: APBombeiros apagam incêndio provocado por ataque a um dos carros da Rede Record. Foto: APCarro da Rede Record é incendiado por alguns dos manifestantes. Foto: APPoliciais tentam se proteger e se abrigam na Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestante depreda cabine da Polícia Militar. Foto: Futura PressManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: APManifestantes queimam as bandeiras da cidade e do Estado de São Paulo. Foto: APEnquanto alguns manifestantes pedem paz, outros tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes seguem para a Av. Paulista. Foto: Futura PressManifestantes, que são contra as ações violentas de alguns grupos, tentam estender bandeira branca para mostra que o protesto é pacífico . Foto: Futura PressManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes colocam fogo em carro gerador de imagens da Rede Record e atacam posto policial. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressPolícia tenta se proteger na entrada da Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes permanecem na região da Prefeitura de São Paulo. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloHomem passa mal e é atendido na calçada. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes em frente à Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes em frente à Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes em frente à Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressAlguns manifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressAlguns manifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressAlguns manifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressEstação de Metrô Sé é tomada pelos manifestantes. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Renan TruffiManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Renan TruffiManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura Press

Apesar das cenas de vandalismo no centro da capital e da tentativa de invasão da sede da prefeitura, não havia no local PMs nem Batalhão de Choque até as 20h45. A segurança do prédio foi feita pela Guarda Civil Metropolitana, cujos guardas chegaram a ser atacados pelos manifestantes. Dois ficaram feridos. O prefeito Fernando Haddad não estava no prédio durante a tentativa de invasão. Ele havia saído à tarde para se reunir com a presidente Dilma Rousseff, que veio a São Paulo para encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em um dos atos de vandalismo, esse pequeno grupo que ficou na região central ateou fogo na van da TV Record, além de pichar o veículo. Meia hora depois o fogo foi contido pelos bombeiros. Também foi pichado o prédio da prefeitura. Manifestantes mais radicais destruíram tudo o que viam pela frente, saqueavam e depredavam lojas e agências bancárias. Após saquearem e depredarem a agência do banco Itaú, eles também colocaram fogo no estabelecimento. Nas lojas, eles levaram eletrodomésticos, roupas e TVs de plasma. Os policiais chegaram perto das 21h.

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Protesto da maioria

A maioria das 50 mil pessoas que se reuniram na Sé nesta terça-feira seguiram pacificamente para a avenida Paulista, onde o clima era de festa, bem diferente do cenário de caos que se instalou na região central. O protesto pela redução do preço da passagem de ônibus tomou todas as pistas da via, onde a concentração foi maior por volta das 20h30.

Nesta terça-feira, o Movimento Passe Livre participou de uma reunião com o prefeito Fernando Haddad, que mudou o tom sobre o movimento. O petista sinalizou que o preço das passagens pode ser revisto, mas ressaltou que a decisão é política. "A decisão não é técnica, é política mesmo", disse Haddad. Os membros do Passe Livre se surpreenderam com a mudança de tom e com o tratamento de Haddad sobre a demanda de redução da tarifa. Ele se reuniu hoje com a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do assunto.

A onda de protestos que levou mais de 200 mil às ruas do País fizeram com que oito cidades reduzissem o valor das passagens , entre elas o Recife, cujo anúncio foi feito pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, possível adversário de Dilma em 2014.

Dilma também opinou sobre as manifestações nesta terça-feira. "O Brasil, hoje, acordou mais forte. A grandeza das manifestações de ontem comprovam a energia da nossa democracia, a força da voz da rua, e o civismo da nossa população", discursou a presidente.

Raposo Tavares

Na noite desta terça-feira, entre 300 e 400 pessoas fecharam a rodovia Raposo Tavares, na altura do km 33, em protesto contra o aumento da passagem. O próximo protesto marcado pelo Movimento Passe Livre em São Paulo está agendado para a quinta-feira, às 17h, com concentração provavelmente marcada para a praça do Ciclista, na avenida Paulista.

*Com Ricardo Galhardo, Renan Truffi, Vitor Sorano, Wanderley Preite Sobrinho, iG São Paulo

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