Protesto em São Paulo: 29 lojas foram depredadas ou saqueadas

Por Agência Estado | - Atualizada às

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Houve também pichações em prédios históricos como a sede da prefeitura e o Theatro Municipal

Agência Estado

O subprefeito da Sé, Marcos Barreto, afirmou na manhã desta quarta-feira (19), que 29 estabelecimentos comerciais foram depredados na noite dessa terça (18), durante o tumulto ocorrido na região central após a manifestação pacífica que pede a redução do preço das passagens de transporte público. De acordo com ele, esses locais - entre lojas e bancos - foram pichados, saqueados ou incendiados.

Tentativa de apagar as pichações nas paredes da Prefeitura de São Paulo. Foto: Natália Peixoto / iG São PauloLoja onde cerca de 100 pares de tênis foram roubados durante manifestação nesta terça-feira (18), no centro de São Paulo. Foto: Futura PressFuncionário limpa prédio pichado durante manifestação nesta terça-feira (18), no centro de São Paulo. Foto: Futura PressLoja da OI teve vidros quebrados e todos os celulares roubados durante manifestação nesta terça-feira (18), no centro de São Paulo. Foto: Futura PressVidros quebrados na Prefeitura de São Paulo durante manifestação desta terça-feira (18), no centro de São Paulo. Foto: Futura PressBase da PM foi pichada e incendiada durante manifestação desta terça-feira (18), no centro de São Paulo. Foto: Futura PressJoalheria foi saqueada na rua São Bento durante manifestação nesta terça-feira (18), no centro de São Paulo. Foto: Futura PressMuro da Prefeitura de São Paulo foi pichado durante manifestação nesta terça-feira (18), no centro de São Paulo. Foto: Futura PressMoto incendiada na manifestação nesta terça-feira (18), no centro de São Paulo. Foto: Futura PressRescaldo do protesto realizado nesta terça-feira (18), no centro de São Paulo. Foto: Futura PressTheatro Municipal foi pichado durante manifestação nesta terça-feira (18), no centro de São Paulo. Foto: Futura Press

Os principais pontos de vandalismo foram as Ruas Direita, São Bento e XV de novembro. Houve 12 pontos com muitas pichações no centro. Dois prédios tombados pelo patrimônio histórico tiveram as fachadas pichadas: a sede da Prefeitura, no Viaduto do Chá, e o Teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo. Além disso, vidros foram quebrados e portas danificadas na entrada do edifício onde fica o Poder Executivo.

Barreto afirmou que 189 lixeiras de plástico penduradas em postes foram arrebentadas. O pórtico projetado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha na Praça do Patriarca também sofreu pichações. "É difícil estimar o custo (do prejuízo)", disse o subprefeito, acrescentando que a Prefeitura não pode ser responsabilizada pelos atos que culminaram em destruição. Por isso, não deve arcar com a reparação dos imóveis privados atingidos.

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Segundo o subprefeito, 350 pessoas foram acionadas para fazer a limpeza das ruas do centro e imediações da Avenida Paulista e da Rua Augusta. Uma equipe do Departamento do Patrimônio Histórico já foi acionada para verificar a melhor maneira de limpar as fachadas dos prédios tombados. A limpeza deve começar ainda nesta quarta e terminar nos próximos dias.

As quatro bandeiras de São Paulo hasteadas no Viaduto do Chá também foram destruídas, além das três que estavam na frente do prédio da Prefeitura. Elas serão repostas. O monumento "Guanabara", diante do edifício, também foi danificado.

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O subprefeito foi questionado, mas não respondeu sobre a atuação da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana, subordinada à Prefeitura.

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