Governo muda estratégia e descarta uso de balas de borracha em protesto em SP

Por Natália Peixoto - iG São Paulo | - Atualizada às

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Secretário de Segurança do Estado diz que trajeto do protesto será definido na hora e que tropa de Choque irá para rua só se for solicitada

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, declarou em coletiva nesta segunda-feira (17) que a Polícia Militar (PM) irá mudar a estratégia de dispersão dos manifestantes, caso seja necessário uma intervenção da coorporação na passeata, e assumiu um "compromisso" de que as tropas não usarão mais balas de borracha.

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"Essa é a diretriz: que não haja emprego de bala de borracha, nem de pelotão de choque. Agora, o comando operacional é do comandante (da PM), e foi acertado com ele que as ações violentas serão objeto de uma ação pontual e não para dispersão da manifestação", disse Grella.

A estratégia utilizada pela PM para evitar que os manifestantes seguissem para a avenida Paulista na quinta-feira passada foi marcada pela violência, com uso de balas de borracha e gás lacrimogênio. A ato marcado para esta segunda-feira, às 17h, no Largo da Batata será o quinto organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento de R$ 0,20 da passagem de ônibus.

Protesto: Em resposta à violência, manifestantes preparam maior ato em São Paulo hoje

Grella garantiu que a coorporação não usará balas de borracha, e que as Tropas de Choque ficarão nos quartéis, longe da passeata, mas à disposição do comandante da operação. "É o comandante da PM que saberá avaliar a situação e se há necessidade de um outro direcionamento, eventualmente", afirmou o secretário.

O efetivo policial, que era de 1.100 homens no ínicio da manifestação da última quinta-feira, será aumentado.

Trajeto

Grella confirmou a declaração do MPL e disse que o trajeto, estratégico para os manifestantes, será revelado apenas durante a manifestação. A PM, segundo o secretário, irá apenas guiar os manifestantes e estará presente para evitar abusos. Ele não descartou revistas e detenções de manifestantes.

"Eles (MPL) se comprometeram a informar aos comandantes da PM o trajeto no local e aceitaram o acompanhamento da PM", explicou Grella. "Para de um lado, garantir a segurança dos próprios manifestantes, e também para organizar o trânsito e evitar prejuízos outros para população."

A coletiva do secretário aconteceu após uma reunião com representantes do MPL, acompanhada por representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, e de entidades sociais.

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