Haddad: "Maneira como as coisas são conduzidas não constrói uma solução"

Por Agência Estado |

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Prefeito de São Paulo reafirmou que a redução da tarifa de ônibus não está em consideração pelo governo municipal

Agência Estado

O prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) lamentou as cenas de violência de manifestantes e policiais nos últimos protestos realizados no centro da capital paulista contra o aumento da tarifa. Além de criticar as ações de depredação pelos manifestantes, o prefeito de São Paulo afirmou que as imagens desta quinta-feira (13), sugerem o abuso do poder policial. "A maneira como as coisas são conduzidas não constrói uma solução." Segundo ele, a prefeitura já se colocou a disposição de um diálogo com o movimento, desde que os protestos não apresentem atos de vandalismo.

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Manifestantes tomam as ruas de SP em protesto contra aumento da tarifa de ônibus. Foto: Euclides Oltramari Jr./Futura PressManifestantes colocam fogo em lixo durante concentração na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressÔnibus incendiado e depredado próximo da Praça da Sé durante protesto contra o aumento das passagens de ônibus, trens e metrô, na cidade de São Paulo (SP).. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressGrupo bloqueia passagem de carros na Paulista na altura da Bela Cintra, no fim do protesto. Foto: Renan TruffiManifestante e PMs em protesto contra o aumento das passagens de ônibus, trens e metrô em SP. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressDepredação de agência bancária durante protesto contra o aumento das passagens de ônibus, trens e metrô em SP. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes picham e depedram ônibus no  Terminal Parque Dom Pedro . Foto: Futura PressManifestantes chegam à Paulista e invadem as duas faixas da avenida. Foto: Renan TruffiAgência bancária depredada na Avenida Paulista. Foto: Renan TruffiManifestantes chegam à Paulista. Foto: Renan TruffiO ato contra o aumento da passagem de ônibus se dirige à Avenida Paulista. Foto: Renan TruffiManifestantes bloqueiam o trânsito sentido Paulista da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Foto: Renan TruffiAgências bancárias depredadas por manifestantes contra o aumento da passagem de ônibus na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Foto: Renan TruffiManifestantes contra o aumento da passagem de ônibus picham poste na Brigadeiro Luiz Antônio. Foto: Renan TruffiAgências bancárias depredadas por manifestantes contra o aumento da passagem de ônibus na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Foto: Renan TruffiManifestante ateia fogo a lixo na Praça da Sé, durante confronto com a Tropa de Choque. Foto: Renan TruffiCerca de 400 policiais acompanharam o protesto desde a Avenida Paulista. Foto: Futura PressManifestação reuniu mais de duas mil pessoas. Foto: Futura PressProtesto contra aumento das passagens de transporte público em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressProtesto contra aumento das passagens de transporte público em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes mudam rumo do protesto e iniciam descida na rua da Consolação. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloConcentração do protesto na Praça do Ciclista, no início da Avenida Paulista. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloPoliciais militares prendem manifestante que tentou bloquear faixa de ônibus na Consolação. Foto: Renan TruffiProtesto contra aumento das passagens de transporte público em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes protestam contra o aumento no valor da tarifa nesta terça-feira(11). Foto: Gabriela Bilo/Futura Press

Haddad ainda afirmou que a redução da tarifa de ônibus não está em consideração pelo governo municipal. Nessa quarta-feira (12), o Ministério Público de São Paulo sugeriu que o valor das passagens, hoje de R$ 3,20, retornassem para R$ 3 por 45 dias. Sob essa condição, os manifestantes concordaram em não realizar protesto durante o período.

"Você acha que se eu pudesse não ter aumentado, eu teria aumentado? A prefeitura não tem fonte de financiamento para mais subsídio", disse Haddad, justificando que o aumento foi necessário e que não há margem para redução do preço da tarifa.

Em entrevista à Rádio Estadão, o prefeito destacou que o compromisso do seu governo era o de realizar um aumento abaixo da inflação. "Isso nós cumprimos". De acordo com Haddad, a inflação acumulada desde o último reajuste das tarifas era de 16% e o aumento foi de 6%.

A tarifa zero - uma das bandeiras levantadas pelo manifestantes - é outra questão descartada pelo prefeito. "A tarifa zero custa R$ 6 bilhões, quem é que vai pagar essa conta?". Haddad explicou que a proposta da tarifa totalmente gratuita, apresentada pela gestão da também petista, Luiza Erundina, tinha como base dobrar o IPTU e que a população seria contra essa ideia.

Nessa quinta-feira(13), Lúcio Gregori, secretário de Transportes da gestão de 1990 e responsável pelo projeto da tarifa zero, afirmou que uma pesquisa realizada pelo governo na época apontou o apoio dos paulistanos à proposta. "76% dos paulistanos era a favor do aumento do IPTU, desde que destinado ao subsídio do transporte".

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Manifestações

Na entrevista, Haddad lamentou ainda as cenas de violência de manifestantes e policiais nos últimos protestos realizados no centro da capital paulista contra o aumento da tarifa. As imagens dessa quinta, segundo o prefeito, sugerem o abuso do poder policial. "A maneira como as coisas estão sendo conduzidas não constrói uma solução." Segundo ele, a prefeitura já se colocou a disposição de um diálogo com o movimento, desde que os protestos não apresentem atos de vandalismo.

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