Familiares de PMs fazem ato contra violência em São Paulo

Passeata que reuniu em torno de 250 pessoas e interditou a Avenida Paulista marca período de quatro semanas de noites violentas na Região Metropolitana

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Cerca de 250 familiares de policiais militares de São Paulo ocuparam a Avenida Paulista na tarde desta quinta-feira, 15, em um ato contra a violência. O grupo saiu do vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp) por volta das 16h e caminhou até o Cemitério Araçá, na Avenida Doutor Arnaldo.

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Familiares e amigos de policiais militares mortos fazem manifestação no Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo

O ato durou 1h30, tempo que os manifestantes levaram para percorrer os 2 quilômetros entre o Masp e o cemitério. Durante o percurso, as quatro faixas da Avenida Paulista, no sentido Consolação, ficaram interditadas. Os familiares de policiais passaram pelo túnel da Paulista, também com bloqueio da pista, afirma a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) – que acompanhou toda a manifestação junto com a Polícia Militar.

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De acordo com a CET a Avenida Paulista teve lentidão em toda sua extensão, nos dois sentidos, como reflexo da ocupação, mas às 17h40 o tráfego já estava normalizado. O fluxo de veículos na Avenida Doutor Arnaldo não sofreu alterações por conta da manifestação.

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A passeata marca o período de quase quatro semanas de noites violentas em toda a Região Metropolitana de São Paulo. Desde a noite de 24 de outubro, mais de 170 pessoas foram mortas a tiros, entre elas policiais militares, agentes penitenciários e guardas civis. Este número também leva em consideração suspeitos mortos em confrontos com a polícia.

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