Polícia prende universitários acusados de 50 sequestros relâmpagos em São Paulo

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, pelo menos 16 suspeitos de realizar os crimes estão identificados. Sete suspeitos foram presos até esta segunda-feira

iG São Paulo | - Atualizada às

A Polícia Civil de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (30) que identificou 16 integrantes e prendeu sete suspeitos de formar uma quadrilha suspeita de cometer de 40 a 50 sequestros relâmpagos na região do Brooklin, Vila Olímpia, Moema e Campo Belo, bairros da zona sul de São Paulo.

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Segundo a polícia, a identificação dos criminosos ocorreu após a prisão de B.R.G.J., de 19 anos, no dia 11 de abril. O jovem é suspeito de envolvimento em pelo menos 19 casos. De acordo com o delegado titular do 96º DP, Eduardo Camargo Lima, o homem cometia os crimes para desfrutar do dinheiro com roupas de marca e em casas noturnas. 

Ainda segundo o delegado, pelo menos quatro estão matriculados em universidades tradicionais da capital, em cursos como Administração de Empresas e Engenharia. Também tinham um padrão de vida de classe média. Na maioria dos casos, os pais pagavam a faculdade e alguns deles tinham carros novos.

A polícia informou que após a prisão de B.R.G.J., os sequestros relâmpago caíram consideravelmente na região. O delegado acredita que, com medo, a quadrilha tenha parado de agir para não chamar mais a atenção. Mas tempo depois, os criminosos voltaram a praticar os crimes na região. Com isso, a Polícia Civil avançou ainda mais nas investigações e depois de analisar imagens e ouvir vítimas e testemunhas, conseguiu relacionar o jovem presos a outros 15 suspeitos.

A quadrilha foi identificada e todos os suspeitos estão com pedidos de prisão temporária representados pela Polícia Civil. Sete deles já foram presos. A última prisão aconteceu na manhã desta segunda-feira (30), na casa de um dos integrantes do grupo, no Parque Arariba, zona sul.

De acordo com o delegado 96º DP, alguns dos envolvidos confessaram o crime e parte da quadrilha foi reconhecida pelas vítimas. A prisão preventiva de B.R.G.J. foi decretada. O jovem, julgado na sexta-feira (27), foi condenado a 9 anos de prisão.

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