Investigação sobre esquartejamento de empresário pode ter fato novo, diz D'Urso

'Há uma série de perguntas que ainda não têm respostas', afirmou Luiz Flávio Borges D'Urso, advogado contratado pelos pais de Marcos Matsunaga, morto e esquartejado em São Paulo

Fábio Matos - iG São Paulo | - Atualizada às

Contratado pelos pais do empresário Marcos Kitano Matsunaga, morto e esquartejado em São Paulo, o presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Luiz Flávio Borges D’Urso, afirmou nesta terça-feira que acredita na revelação de “fatos novos” na investigação comandada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para apurar o caso. A principal suspeita de ter cometido o crime é a mulher do empresário, Elize Araújo Kitano Matsunaga, que deve depor nesta quarta-feira. 

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“Acho (que deve haver algum fato novo a ser revelado pelas investigações). A investigação está começando, tem uma série de elementos que estão surgindo, e alguns elementos de cunho pessoal a relacionar o comportamento dela com ele, que até então, num primeiro momento, eram desconhecidos. Agora a polícia já acena com algum problema de relacionamento entre eles. Temos muita investigação pela frente, e o resultado disso é que vai contribuir para se detectar a autoria desse crime”, afirmou D’Urso ao iG .

Carlos Pessuto/Futura Press
Suspeita de ter matado marido, Elize Araújo Kitano Matsunaga foi transferida para presídio

“O DHPP tem realizado um trabalho de investigação adequado. Há uma série de perguntas que ainda não têm respostas e isso dá um quadro que coloca a esposa do Marcos como a principal suspeita desse crime”, continua o advogado, que assumiu o caso na sexta-feira passada. “A tendência é as investigações sobre ela se aprofundarem. Mas tudo indica até agora é que ela tenha sido a autora desse crime.”

Nesta terça, na sede do DHPP, em São Paulo, o diretor do órgão, delegado Jorge Carrasco, e o titular da equipe F-Sul, Mauro Dias, disseram que a maior possibilidade neste momento é de que tenha havido crime passional . Os investigadores também apontaram uma série de indícios que tornam a mulher de Marcos a grande suspeita de ter cometido o crime até agora.

“Não pode se descartar nenhuma tese. É mais uma hipótese com a qual polícia precisa trabalhar”, limitou-se a dizer D’Urso ao ser perguntado sobre a possibilidade de crime passional.

Elize teve a prisão temporária, válida por cinco dias, decretada pela Justiça na última segunda-feira. Segundo os responsáveis pela investigação, a tendência é que seja feito um pedido de prorrogação da prisão temporária nos próximos dias.

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Várias partes do corpo de Marcos foram encontradas no dia 27 de maio, na região de Cotia, inclusive a cabeça. No dia seguinte, houve o reconhecimento formal do corpo pelos familiares do empresário. De acordo com os investigadores do DHPP, durante toda a madrugada desta terça-feira, foram feitas diligências pelos policiais no apartamento do casal, na zona oeste de São Paulo, nas quais foi utilizado luminol, um reagente químico que localiza manchas de sangue.

Pais da vítima

Luiz Flávio Borges D’Urso, que compareceu nesta terça ao enterro do empresário assassinado, disse que os pais de Marcos, em estado de choque, não estão conseguindo sequer conversar sobre a tragédia.

“Eles estrão arrasados. A família está arrasada. Não é só a morte, é o homicídio, o esquartejamento, as circunstâncias em que as partes foram encontradas”, diz o advogado. “Esse conjunto traz muita dor e sofrimento a eles, que tem evitado dialogar sobre o problema. O nosso papel é acompanhar as investigações, auxiliar no que for possível e preservá-los e poupá-los para que eles não precisem se envolver com o dia-a-dia da investigação”, explica.

A reportagem do iG ainda não localizou o advogado de Elize Matsunaga, cuja identidade é desconhecida até o momento. Segundo informações, trata-se de um jovem profissional, formado há pouco mais de dez anos e muito próximo da investigada. 

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