Companhia foi notificada para que apresente relatório com esclarecimentos do acidente no prazo máximo de até 15 dias

Bombeiros e Samu atendem vítimas da colisão na linha 3-Vermelha do Metrô
AE
Bombeiros e Samu atendem vítimas da colisão na linha 3-Vermelha do Metrô
O Ministério Público (MP) de São Paulo informou na quarta-feira (16) que irá investigar a colisão entre dois trens na linha 3-Vermelha do Metrô, que deixou pelo menos 103 pessoas feridas , na zona leste de São Paulo. As promotorias de Justiça do Consumidor e do Patrimônio Público e Social instauraram inquérito civil e designaram um promotor para acompanhar as investigações da Polícia Civil.

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No inquérito, o promotor de Justiça Gilberto Nonaka notificou a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) para que apresente - no prazo máximo de 15 dias - uma manifestação escrita dos fatos. No documento, a empresa deverá esclarecer qual era o sistema operacional utilizado no momento da colisão.

Acidente

Na quarta-feira de manhã, uma batida entre dois trens interrompeu parcialmente o funcionamento da linha 3-Vermelha por quase 5 horas. O acidente ocorreu na região da estação Carrão por volta das 9h50. A Secretaria da Saúde do município de São Paulo informou que pelo menos 103 pessoas foram atendidas após o fato.

Após colisão de trens no Metrô, 103 pessoas foram atendidas em hospitais

O secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, descartou problema nos freios. "Se houvesse problema no freio, parava tudo. A velocidade das composições, no momento da colisão, era de 10 a 12 km/h. A colisão não danificou a estrutura dos trens, mas foi forte para os passageiros."

Segundo o secretário, a falha pode ter atingido o sistema que identifica automaticamente os vagões à frente e evita colisões, parando a composição. Para Fernandes, ainda não é possível dizer quais as causas do acidente, mas a falha humana é improvável. Segundo ele o operador era experiente. “Ele está no serviço desde 2008, tem treinamento.”

Para o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Jr., houve uma oscilação do sistema responsável por evitar colisões. “Conversei com o operador e ele disse que o trem estava reduzindo a velocidade. Ele achou que ia parar, mas não parou, então ele acionou a emergência”. Para Melo Jr. “as questões de segurança estão sendo, aos poucos, relaxadas”.

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