Trens batem e deixam feridos na Linha Vermelha do Metrô em SP

Ao menos 103 usuários foram atendidos com ferimentos leves e moderados. Circulação de trens foi normalizada às 14h20

iG São Paulo |

Futura Press
Trens colidiram na região da estação Carrão, na zona leste; usuários ficaram feridos no acidente

Uma colisão entre dois trens interrompeu parcialmente o funcionamento da Linha 3-Vermelha do Metrô, na zona leste de São Paulo, por quase 5 horas. O acidente, que ocorreu na região da estação Carrão, por volta das 9h50, deixou feridos. No final da tarde, foram registrados pela Secretaria Municipal de Saúde pelo menos 103 atendimentos realizados em hospitais da região. Corpo de Bombeiros, Samu e agentes de segurança do Metrô participaram do resgate aos usuários. A causas do acidente ainda não foram confirmadas.

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A corporação informou ainda que os socorridos - muitos tiveram de ser imobilizados e colocados em macas - foram levados aos hospitais da região - a maioria transportada para o Hospital Tatuapé e Hospital das Clínicas, no centro. Não houve registro de vítimas graves. Duas vítimas apresentaram ferimentos moderados, uma grávida e um homem com possível traumatismo craniano.

A publicitária Thaís Batista ( veja vídeos feitos por ela no fim da reportagem ) estava na composição que bateu atrás da outra. "O trem estava desacelerado, até um pouco mais que o normal neste horário e neste trecho. De repente houve a colisão. Muitas pessoas que estavam em pé caíram. Vi uma pessoa desmaiada e outras que reclamaram de torções e escoriações. As saídas de emergência foram abertas e saímos", relata.

O Metrô informou ainda que outras linhas do sistema - como a 1-Azul e 2-Verde - funcionaram com velocidade reduzida para evitar o acúmulo de passageiros no trecho que ficou paralisado. O serviço do Paese foi acionado para atender os usuários e manteve integração gratuita com a Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM) nas estações Tatuapé e Corinthians/Itaquera.

Causas do acidente

O secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, descarta problema nos freios. "Se houvesse problema no freio, parava tudo. A velocidade das composições, no momento da colisão, era de 10 a 12 km/h. A colisão não danificou a estrutura dos trens, mas foi forte para os passageiros", explica. Segundo o secretário, a falha deve ter atingido o sistema que identifica automaticamente os vagões à frente e evita colisões, parando a composição. Para Fernandes, ainda não é possível dizer quais as causas do acidente. "Os vagões possuem uma 'caixa preta' que guarda informações da operação. Esses dados serão analisados para indicar a causa do acidente."

Fernandes disse ainda que falha humana é improvável. Segundo ele o operador era experiente. “Ele está no serviço desde 2008, tem treinamento.”

Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Jr., houve uma oscilação do sistema responsável por evitar colisões. “Conversei com o operador e ele disse que o trem estava reduzindo a velocidade. Ele achou que ia parar, mas não parou, então ele acionou a emergência”. Para Melo Jr. “as questões de segurança estão sendo, aos poucos, relaxadas”.

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